
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone com o venezuelano Nicolás Maduro, na terça-feira (2) da semana passada. O diálogo foi feito de forma sigilosa e só foi divulgado pelo governo brasileiro nesta semana, após ter sido revelado pela imprensa.
Na conversa que, segundo o Palácio do Planalto, foi rápida, Lula defendeu a paz na América do Sul e do Caribe, diante das investidas militares dos Estados Unidos na região. Presidentes se falaram por cerca de 15 minutos, segundo a CNN Brasil.
A conversa entre Lula e Maduro, divulgada inicialmente pelo jornal O Globo, foi confirmada pela Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência.
Nesta quarta-feira (10), o governo americano anunciou a apreensão de um navio petrolífero na costa venezuelana, aumentando a tensão entre Washington e Caracas.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alega que a investida militar contra a Venezuela busca combater cartéis de drogas que seriam liderados por Maduro.
Conversa com Trump
Nesta quinta-feira (11), Lula afirmou que disse a Trump que não quer guerra na América Latina. Os dois conversaram por telefone na semana passada.
A revelação foi feita em um discurso em Belo Horizonte. Segundo o g1, Trump respondeu reafirmando sua superioridade militar.
— Falei "cara, eu acredito mais no poder da palavra do que no poder da arma. Vamos tentar utilizar a palavra como instrumento de convencimento, de persuasão para a gente fazer as coisas certas. Vamos acreditar de que a palavra, diplomaticamente, é a coisa mais forte para a gente resolver os problemas" — disse Lula.
O brasileiro também criticou a política externa do republicano.
— O unilateralismo que o presidente Trump deseja é que aquele mais forte determina o que os outros vão fazer. É sempre a lei do mais forte — afirmou.


