
O governo dos Estados Unidos orientou que norte-americanos deixem a Venezuela "imediatamente". Em comunicado emitido na quarta-feira (3), o Departamento de Estado dos EUA alertou para o risco de "detenção ilegal" dos cidadãos no país.
A orientação ocorre em meio à escalada na tensão entre os países, em razão do combate ao narcotráfico promovido pelos EUA na região do Caribe. No comunicado, o governo norte-americano ainda argumenta que a Venezuela tem altos índices de criminalidade e pouca infraestrutura para a saúde, o que pode representar risco aos seus cidadãos.
"Não viaje para a Venezuela nem permaneça no país devido ao alto risco de detenção ilegal, tortura, terrorismo, sequestro, aplicação arbitrária das leis locais, criminalidade , agitação civil e infraestrutura de saúde precária", diz trecho do comunicado.
Com isso, o Departamento de Estado norte-americano solicita a saída imediata de seus cidadãos da Venezuela.
"Recomenda-se fortemente que todos os cidadãos americanos e residentes permanentes legais na Venezuela deixem o país imediatamente", conclui.
Alerta para as companhias aéreas
No sábado (29), Donald Trump pediu que companhias aéreas tivessem cuidado com voos sobre a Venezuela. Em publicação na rede Truth Social, o presidente norte-americano afirmou que o espaço acima e próximos do país estavam fechados.
"A todas as companhias aéreas, pilotos, traficantes de drogas e traficantes de pessoas: considerem o espaço aéreo acima e ao redor da Venezuela totalmente fechado. Obrigado a todos pela atenção a este assunto", escreveu.
Em novembro, o maior porta-aviões do mundo se deslocou até o Caribe para reforçar tropas norte-americanos que atuam no região próxima à costa da Venezuela. Desde agosto, o Exército dos Estados Unidos tem promovido ataques contra embarcações que circulam pela região, sob o argumento de "combater o narcotráfico".



