Autoridades francesas anunciaram nesta sexta-feira (5) a abertura de uma investigação sobre o voo de drones em uma base militar que abriga submarinos nucleares.
A presença de drones de origem desconhecida aumentou nos últimos meses em aeroportos e outros locais sensíveis na Europa. Muitos líderes acusam a Rússia de estar por trás disso.
Na noite de quinta-feira, foram detectados cinco drones sobre a base de Île Longue, na costa da região ocidental francesa da Bretanha, indicou uma fonte.
Essa base, santuário da dissuasão nuclear francesa, garante a manutenção de quatro submarinos de mísseis balísticos. Pelo menos um está permanentemente no mar.
Segundo a fonte informada sobre o caso, o batalhão de fuzileiros navais, que garante a proteção da base, realizou vários disparos contra os drones.
Nenhum foi abatido nem se identificou nenhum piloto, indicou à AFP a Promotoria de Rennes, que está encarregada da investigação.
"Portanto, não se estabelece nenhuma ligação com uma interferência estrangeira", apontou o promotor Frédéric Teillet, especificando que foram realizados disparos de inibição.
A investigação deve interrogar as pessoas que alertaram as autoridades para determinar se eram realmente drones, seu tipo e número, acrescentou.
"É proibido sobrevoar qualquer instalação militar em nosso país", reagiu a ministra da Defesa, Catherine Vautrin, que elogiou a atuação dos militares.
Essa zona proibida costuma registrar sobrevoos desse tipo de aeronaves não tripuladas. "Existem precedentes", confirmou o porta-voz da Prefeitura.
Em meados de novembro, foi informado sobre um voo de drones sobre a península de Crozon, que inclui Île Longue, mas não foram sobrevoadas instalações militares.
* AFP


