Os Estados Unidos anunciaram, nesta terça-feira (16), a designação como terrorista do Clã do Golfo, o maior cartel do narcotráfico da Colômbia, com o qual o governo de Gustavo Petro mantém diálogos em busca de seu desarmamento.
A decisão do Departamento de Estado foi anunciada meses depois de Washington começar sua mobilização militar no Caribe e no Pacífico Oriental para atacar supostas embarcações do tráfico de drogas. Essas operações deixaram pelo menos 95 mortos.
O governo colombiano e o Clã do Golfo concordaram em 5 de dezembro, no Catar, em continuar as negociações para alcançar o abandono de armas por esse grupo paramilitar e a pacificação dos territórios que controla.
"Os Estados Unidos continuarão usando todas as ferramentas disponíveis para proteger o nosso país e deter as campanhas de violência e terror cometidas pelos cartéis internacionais e pelas organizações criminosas transnacionais", disse o secretário de Estado americano, Marco Rubio.
"Estamos comprometidos em negar financiamento e recursos a esses terroristas", acrescentou.
Segundo a inteligência militar da Colômbia, esse grupo é responsável por traficar, todos os anos, toneladas de cocaína para os Estados Unidos e a Europa.
Desde que iniciou seu mandato em 2022, o presidente Petro tenta negociar o desarmamento dos diferentes grupos armados que continuam atuando na Colômbia após o histórico acordo de paz com a extinta guerrilha das Farc em 2016.
O Clã do Golfo se considera um grupo político e reivindica receber um tratamento semelhante ao das guerrilhas e dos paramilitares. Atualmente, conta com 6 a 7 mil membros, segundo o governo.
O governo do presidente americano Donald Trump tem tentado enfraquecer Petro, inclusive impondo sanções contra ele. Rubio chamou publicamente Petro de "lunático".
No início deste ano, Petro se tornou um dos poucos governantes a criticar abertamente Trump por sua campanha de deportação de imigrantes.
* AFP



