
O empresário Elon Musk alcançou um feito inédito na segunda-feira (15): a sua fortuna ultrapassou US$ 600 bilhões (R$ 3,2 trilhões), segundo estimativas da revista Forbes. É a primeira vez que uma pessoa física atinge esse patrimônio.
A disparada está ligada principalmente ao crescimento do valor da SpaceX. A empresa de exploração espacial realizou neste mês uma oferta secundária de ações no mercado privado, que fixou a sua avaliação em aproximadamente US$ 800 bilhões (R$ 4,3 trilhões). Com isso, o patrimônio de Musk chegou a cerca de US$ 677 bilhões.
Outro fator que impulsiona as projeções é a expectativa de abertura de capital da SpaceX, prevista para junho de 2026. Caso o plano se concretize, analistas estimam que a companhia possa estrear na bolsa com uma avaliação de até US$ 1,5 trilhão (cerca de R$ 8 trilhões).
Se esse cenário se confirmar, a fortuna de Musk pode ultrapassar US$ 1 trilhão. O empresário detém cerca de 42% da SpaceX e já havia entrado para a história em outubro, quando se tornou o primeiro bilionário a superar a marca de US$ 500 bilhões em patrimônio líquido.
Planos da SpaceX
De acordo com o diretor financeiro da empresa, Bret Johnsen, os recursos de uma eventual abertura de capital deverão ser direcionados à expansão dos projetos da companhia. Entre as prioridades estão o aumento da frequência de voos da nave Starship, a instalação de data centers de inteligência artificial no espaço e o avanço de missões para a Lua e Marte, tripuladas e não tripuladas.
As informações constam em uma carta aos acionistas obtida pela agência Reuters.
Incentivos na Tesla
Além da valorização da SpaceX, Musk também pode ampliar a fortuna por meio da Tesla. Em novembro, os acionistas da montadora aprovaram um pacote de bônus que pode chegar a US$ 878 bilhões ao longo de uma década, condicionado ao cumprimento de metas operacionais e financeiras.
Entre os objetivos estão a produção de 20 milhões de veículos, a implantação de 1 milhão de robotáxis, a venda de 1 milhão de robôs e a obtenção de até US$ 400 bilhões em lucro.
A aprovação do plano era esperada, já que Musk possui cerca de 15% dos direitos de voto da empresa. Avaliada em cerca de US$ 1,5 trilhão, a Tesla integra o grupo das chamadas "Sete Magníficas", ao lado de Nvidia, Apple, Microsoft, Meta, Alphabet e Amazon.



