
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) disse que recebeu com "pesar" a confirmação de que o governo dos Estados Unidos retirou sanções anteriormente aplicadas contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Ele publicou nota na rede social X por volta das 15h desta sexta-feira (12), logo após o anúncio do recuo norte-americano.
"Recebemos com pesar a notícia da mais recente decisão anunciada pelo governo americano. Somos gratos pelo apoio que o presidente Trump demonstrou ao longo dessa trajetória e pela atenção que dedicou à grave crise de liberdades que assola o Brasil", iniciou o texto, que também é assinado pelo jornalista Paulo Figueiredo.
Moraes e sua esposa haviam sido sancionados com a Lei Magnitsky em julho, o que os impedia de entrar nos Estados Unidos e usufruir de serviços de empresas norte-americanas. Na época, o ministro se tornou a primeira autoridade de um país democrático a ser sancionada com o mecanismo.
Residindo nos Estados Unidos desde fevereiro, Eduardo Bolsonaro comemorou, à época, as sanções de Donald Trump contra Moraes e acusou o ministro de "perseguição" política contra seu pai. Ao aplicar a Magnitsky contra o brasileiro, o presidente norte-americano argumentou que ele infringia os direitos de liberdade.
"Lamentamos que a sociedade brasileira, diante da janela de oportunidade que teve em mãos, não tenha conseguido construir a unidade política necessária para enfrentar seus próprios problemas estruturais. A falta de coesão interna e o insuficiente apoio às iniciativas conduzidas no exterior contribuíram para o agravamento da situação atual", lamentou Eduardo Bolsonaro nesta sexta-feira.
O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou, ainda, que vai "seguir trabalhando, de maneira firme e resoluta, para encontrar um caminho que permita a libertação" do Brasil.
Ele encerrou:
"Que Deus abençoe a América, e que tenha misericórdia do povo brasileiro".

