
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sancionou um projeto de lei que põe fim à paralisação do governo americano, chamada de Shutdown. Dessa forma, a maior paralisação da história do governo do país se encerra.
A assinatura do republicano ocorreu poucas horas após a Câmara dos Deputados, controlada pelos republicanos, aprovar o mesmo texto. O projeto foi aprovado por 222 votos a favor e 209 contra., conforme o g1.
Apenas dois republicanos votaram contra o projeto, Thomas Massie de Kentucky e Greg Steube, da Flórida. Seis democratas votaram a favor.
O acordo foi aprovado pelo Senado na segunda-feira (10), pelo placar mínimo de 60 votos a 40. Após isso, lideranças da Câmara determinaram que os deputados retornassem imediatamente a Washington para votar o projeto.
Vários parlamentares começaram a viagem de volta na terça-feira (11), depois de 53 dias de recesso. Alguns relataram dificuldades para chegar à capital devido a atrasos e cancelamentos de voos provocados pela falta de trabalhadores do setor aéreo.
Além disso, alguns legisladores disseram que precisaram de caronas para voltar a Washington. O republicano Derrick Van Orden afirmou que faria a viagem de 16 horas de motocicleta.
Após a sanção de Trump, o governo poderá voltar a funcionar plenamente em poucos dias, o que alivia a situação de servidores sem salário e de famílias de baixa renda que dependem de auxílio. A normalização do sistema aéreo, no entanto, deve levar mais tempo.
O acordo aprovado na Câmara prorroga o financiamento do governo até 30 de janeiro de 2026. Ou seja, o Congresso terá de aprovar um novo orçamento antes dessa data para evitar outra paralisação no início do próximo ano.
O texto impede que Trump demita servidores até 30 de janeiro. Ele também garante o funcionamento do programa de assistência alimentar conhecido como "SNAP" até 30 de setembro de 2026.
- A proposta gerou divisão entre os democratas. O partido tentou estender subsídios de saúde para 24 milhões de americanos além do fim do ano, quando expiram.
- Os republicanos do Senado concordaram em votar essa extensão em dezembro, mas não há garantia de aprovação.
- O presidente da Câmara, Mike Johnson, não informou se colocará o tema defendido pelos democratas em votação.
Setores mais à esquerda do Partido Democrata criticaram o acordo, afirmando que os senadores do partido cederam em uma disputa na qual tinham vantagem.
Uma pesquisa Ipsos divulgada pela agência Reuters no fim de outubro mostrou que 50% dos americanos responsabilizavam os republicanos pela paralisação, enquanto 43% culparam os democratas.
