
A brasileira Maria Vilma das Dores Cascalho da Silva, de 69 anos, morreu após ser atacada em uma rua de Buenos Aires, capital da Argentina, na última quarta-feira (5), segundo relato de sua família.
Ela estava no país para visitar a filha, Carolina Bizinoto, que está no último semestre de Medicina na Universidade de Buenos Aires. De acordo com uma publicação feita por Carolina no Instagram, Maria Vilma foi agredida por um homem desconhecido. Ela chegou a ser encaminhada ao hospital, mas morreu no dia seguinte.
Procurado pelo Estadão, o Ministério de Justiça e Segurança da Cidade de Buenos Aires não respondeu.
A jovem abriu uma vaquinha, na segunda-feira (10), para conseguir arcar com os custos do translado do corpo da mãe para Goiás, onde a família mora, mas já encerrou a arrecadação nesta terça-feira , após alcançar o valor necessário.
No entanto, Carolina disse que, além de caro, o processo é extremamente burocrático. Ela pediu apoio para conseguir entrar em contato com o Ministério das Relações Exteriores. "Obrigada a todos. Necessitamos agora que acelerem a liberação do corpo", disse a estudante.
Procurado, o Itamaraty afirmou, em nota enviada ao Estadão, que acompanha o caso e está em contato com as autoridades locais, por intermédio do Consulado-Geral do Brasil em Buenos Aires. A pasta disse ainda que "presta assistência consular à família da nacional brasileira".
"Mamãe, eu juro que vamos conseguir. Te amo. Farei todo o possível para te levar de volta", escreveu Carolina nas redes sociais.
Quem era Maria Vilma
Funcionária pública aposentada, Maria Vilma atuou por mais de 20 anos no Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO). Ela era natural de Itapuranga, no noroeste de Goiás, mas residia na capital Goiânia.
Maria Vilma era formada em Recursos Humanos e tinha 69 anos. Colega dela no 10° Juizado Especial Cível, Letiére Almeida descreve a idosa como um "ser humano incrível".
— Ela era muito parceira da equipe, era solícita, amiga e paciente. Ensinava com muita calma e tranquilidade — declarou ao g1.




