
O grupo de 19 gaúchos que ficou retido na Jamaica após a passagem do furacão Melissa não conseguiu chegar a Porto Alegre na manhã desta segunda-feira (3). A expectativa era que os passageiros desembarcassem no Aeroporto Salgado Filho em um voo procedente de Lima, no Peru.
Segundo Paulo Rigo, pai de um dos viajantes, um atraso na saída do país caribenho fez com que o grupo permanecesse em um hotel no Peru, à espera de nova definição para seguir viagem. A previsão atual indica que os turistas embarquem ainda nesta segunda-feira para São Paulo, com chegada a Porto Alegre prevista para a noite.
Formado por amigos e familiares de Tramandaí, o grupo não conseguia deixar a Jamaica desde 28 de outubro de 2025, quando o furacão de categoria 5 atingiu a ilha com ventos de cerca de 300 km/h.
O casal de idosos gaúchos Lizete Silberfarb Costa e Virgilio Costa, também deve deixar a Jamaica. A família prevê o regresso deles a partir desta segunda-feira. Lizete e Costa, ambos de 66 anos, tinham retorno ao Brasil previsto para sexta-feira (31 de outubro de 2025), mas o voo foi cancelado. Os dois permaneceram em um hotel com racionamento de água e comida.
O furacão chegou à Jamaica na terça-feira (28) com uma classificação de categoria 5, a maior na escala Saffir-Simpson, com vento chegando a quase 300 km/h. O fenômeno, o pior registrado no Atlântico em quase um século, deixou pelo menos 53 mortos em países do Caribe e América Central.
Os dois principais terminais aéreos da Jamaica, o Aeroporto Internacional Norman Manley, em Kingston, e o Aeroporto Internacional Sangster, em Montego Bay, foram fechados. Situação impactou diretamente os voos dos brasileiros.



