
Nesta quarta-feira (12) a paralisação no governo dos Estados Unidos deve acabar, após mais de 40 dias. A Câmara, controlada pelos republicanos, deve votar à tarde um acordo que restabelece o financiamento das agências federais. O presidente Donald Trump disse que vai sancionar o texto logo na sequência, de acordo com o g1.
O acordo foi aprovado pelo Senado na segunda-feira (10), pelo placar mínimo de 60 votos a 40. Após isso, lideranças da Câmara determinaram que os deputados retornassem imediatamente a Washington para votar o projeto.
Vários parlamentares começaram a viagem de volta na terça-feira (11), depois de 53 dias de recesso. Alguns relataram dificuldades para chegar à capital devido a atrasos e cancelamentos de voos provocados pela falta de trabalhadores do setor aéreo.
Além disso, alguns legisladores disseram que precisaram de caronas para voltar a Washington. O republicano Derrick Van Orden afirmou que faria a viagem de 16 horas de motocicleta.
Se o fim da paralisação for aprovado, o governo poderá voltar a funcionar plenamente em poucos dias, o que alivia a situação de servidores sem salário e de famílias de baixa renda que dependem de auxílio. A normalização do sistema aéreo, no entanto, deve levar mais tempo.
O acordo que será votado na Câmara prorroga o financiamento do governo até 30 de janeiro de 2026. Ou seja, o Congresso terá de aprovar um novo orçamento antes dessa data para evitar outra paralisação no início do próximo ano.
O texto impede que Trump demita servidores até 30 de janeiro. Ele também garante o funcionamento do programa de assistência alimentar conhecido como "SNAP" até 30 de setembro de 2026.
A proposta gerou divisão entre os democratas. O partido tentou estender subsídios de saúde para 24 milhões de americanos além do fim do ano, quando expiram.
Os republicanos do Senado concordaram em votar essa extensão em dezembro, mas não há garantia de aprovação.
O presidente da Câmara, Mike Johnson, não informou se colocará o tema defendido pelos democratas em votação.
Setores mais à esquerda do Partido Democrata criticaram o acordo, afirmando que os senadores do partido cederam em uma disputa na qual tinham vantagem.



