A Rússia bombardeou várias cidades da Ucrânia com mísseis e drones durante a noite de terça-feira (18). A ofensiva matou pelo menos 25 pessoas, sendo três crianças, conforme o Ministério do Interior da Ucrânia.
O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, tenta "revitalizar" o processo de paz com uma visita nesta quarta-feira (19) à Turquia. Ele desembarcou em Ancara durante a manhã com o objetivo de atrair novamente os esforços diplomáticos dos Estados Unidos para terminar com a guerra.
A Rússia lançou pelo menos 476 drones e 48 mísseis, segundo a Força Aérea ucraniana, que destruiu 442 aparelhos e 41 projéteis.
Feridos e danos
Os ataques atingiram dois blocos de apartamentos de vários andares na cidade de Ternopil, região oeste do país, informou o ministro das Relações Exteriores, Andrii Sibiga, nas redes sociais. As fotos publicadas pelas autoridades mostram edifícios destruídos, com enormes focos de incêndio.
As ruas da cidade, que ficou parcialmente envolta em uma fumaça cinza espessa, foram tomadas por escombros. Os primeiros relatos de explosões chegaram por volta das 7h (2h no horário de Brasília).
Além das vítimas fatais, outras 73 pessoas ficaram feridas. Conforme o Ministério do Interior da Ucrânia, há 15 crianças entre elas. Os serviços de emergência anunciaram que os socorristas "prosseguiam retirando as pessoas dos apartamentos bloqueados" e que algumas estavam "presas sob os escombros", o que significa que o número de vítimas pode aumentar.
As autoridades de Ternopil relataram que, devido aos incêndios, o nível de cloro no ar foi multiplicado por seis. Os moradores foram orientados a permanecer em casa, com as janelas fechadas.
Os ataques noturnos também deixaram pelo menos 46 feridos na região de Kharkiv, no nordeste do país. Além disso, a Rússia atacou outras áreas do oeste ucraniano.
Negociações estagnadas
Antes de suas reuniões na Turquia, Zelensky pediu aos aliados ocidentais da Ucrânia que façam mais para que a Rússia encerre a guerra.
"Cada ataque descarado contra a população demonstra que a pressão sobre a Rússia é insuficiente", afirmou. Na terça-feira, ele declarou que a viagem a Ancara teria a meta de "reativar" as negociações de paz estagnadas.
Um funcionário de alto escalão do governo ucraniano disse à AFP que "o objetivo principal é que os norte-americanos sejam reincorporados" aos esforços de paz. Kiev espera que Washington consiga pressionar Moscou a voltar à mesa de negociações, inclusive com a imposição de sanções, segundo a fonte.





