
Donald Trump afirmou nesta sexta-feira (17) que o governo de Nicolás Maduro "ofereceu tudo" em negociações com os Estados Unidos, para tentar amenizar as tensões entre os países. Segundo o republicano, o líder venezuelano fez as concessões porque "não quer f**** com os EUA".
A declaração foi feita após Trump ser questionado sobre relatos de que autoridades venezuelanas teriam proposto conceder ao governo norte-americano participação majoritária nas reservas de petróleo e outros recursos minerais da Venezuela.
Os Estados Unidos mantém desde agosto uma operação "antidrogas" com vários navios de guerra em águas internacionais do Caribe, perto da costa venezuelana, e efetuou vários ataques contra pequenas embarcações de supostos "narcoterroristas. Desde então, 27 pessoas morreram.
Donald Trump acusa Nicolás Maduro de ter vínculos com o narcotráfico e anunciou na quarta-feira (15) que autorizou operações da CIA contra a Venezuela. O presidente venezuelano atribui as acusações a um plano dos Estados Unidos para buscar uma "mudança de regime" e assumir o controle das amplas reservas de petróleo do país.
Guerra na Ucrânia
Durante coletiva de imprensa, antes de uma reunião com o líder ucraniano, Volodymyr Zelensky, Trump também comentou a situação na Ucrânia, afirmando que há "uma ótima chance" de encerrar a guerra e que "todos querem isso" — inclusive o presidente russo, Vladimir Putin.
Trump disse esperar que o conflito termine sem necessidade de uso de mísseis americanos:
— Com sorte, encerraremos a guerra na Ucrânia sem precisar usar mísseis Tomahawks. Esperamos que a Ucrânia não precise deles. Nós é que precisamos — afirmou.
O presidente norte-americano declarou ainda que a Índia "não comprará mais petróleo russo" e mencionou interesse em drones ucranianos. Sobre Putin, disse acreditar que ele "pode estar tentando ganhar tempo agora".
O republicano comentou também uma proposta de construção de um túnel ligando a Rússia ao Alasca:
— Teremos de pensar sobre isso — disse, antes de brincar com Zelensky:
— Acho que ele não gostou da ideia.
Já em tom crítico, Trump afirmou que a Espanha "não tem sido muito leal à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan)" e "deveria ser repreendida", após ter sido o único país a votar contra o aumento de gastos em defesa a 5% do PIB entre integrantes da aliança.


