
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Israel deve interromper "imediatamente" bombardeio em Gaza após resposta positiva do Hamas em relação a proposta de paz para o Oriente Médio.
Em pronunciamento no Salão Oval da Casa Branca, nesta sexta-feira (3), o presidente norte-americano afirmou que está "ansioso para que os reféns voltem para casa e para seus pais".
— Só quero que vocês saibam que este é um dia muito especial, talvez sem precedentes em muitos aspectos. É sem precedentes. Mas obrigado a todos, e obrigado a todos os grandes países que ajudaram. Recebemos uma ajuda tremenda. Todos estavam unidos no desejo de que esta guerra acabasse e de ver a paz no Oriente Médio. E estamos muito perto de conseguir isso. Obrigado a todos, e todos serão tratados de forma justa — afirmou.
Trump agradeceu, ainda, a ajuda de Catar, Turquia, Arábia Saudita, Egito, Jordânia para organizar o acordo de paz.
— Tantas pessoas lutaram tanto. Este é um grande dia. Veremos como tudo vai acabar. Temos que concretizar a palavra final — disse Trump.
"Paz duradoura"
Antes do pronunciamento, na rede Thuth Social, o presidente norte-americano disse que, "com base na declaração recém-emitida pelo Hamas, acredito que eles estão prontos para uma PAZ duradoura".
O republicano acrescentou: "Israel deve interromper imediatamente o bombardeio de Gaza, para que possamos resgatar os reféns com segurança e rapidez! Neste momento, é perigoso demais fazer isso. Já estamos discutindo detalhes a serem acertados. Não se trata apenas de Gaza, trata-se da PAZ há muito almejada no Oriente Médio."
Também nesta sexta, o Hamas disse estar disposto a libertar os reféns israelenses na Faixa de Gaza em resposta ao plano de cessar-fogo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Em comunicado, o Hamas sinalizou que entrará em negociações. No entanto, isso não significa que aceitou todo o plano apresentado pela Casa Branca.
O grupo informou também que aceitaria entregar o governo da região, em Gaza, a um órgão independente formado por tecnocratas palestinos: "base com consenso nacional palestino e no apoio árabe e islâmico".
"O movimento anuncia sua aprovação para a libertação de todos os reféns — vivos e mortos — de acordo com a fórmula de troca incluída na proposta do presidente Trump", disse o Hamas em um comunicado, acrescentando que estava pronto para iniciar negociações "para discutir os detalhes".
Catar comemora "acordo"
O Catar afirmou que está trabalhando junto a outros mediadores para retomar as conversas sobre a implementação de um cessar-fogo.
"O Estado do Catar celebra o anúncio do Hamas de seu acordo com o plano do presidente Trump", declarou o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores do Catar, Majed al Ansari, que também expressou seu apoio às declarações de Trump que pedem um cessar-fogo imediato.
Doha e o mediador Egito haviam começado a trabalhar, em coordenação com os Estados Unidos, para "continuar conversando sobre o plano e assegurar um caminho para o fim da guerra".
Egito expressa esperança
O Egito, como mediador, saudou a resposta do Hamas ao plano do presidente dos EUA:
"O Egito expressa sua esperança de que este passo positivo leve todas as partes a assumirem sua responsabilidade, comprometendo-se a implementar o plano do presidente Trump em campo e a encerrar a guerra", disse o Ministério das Relações Exteriores egípcio em um comunicado publicado no Facebook.
Ponto a ponto do plano
Fim imediato da guerra e troca de reféns e prisioneiros
- O cessar-fogo ocorreria logo após a aceitação do plano
- Israel libertaria prisioneiros, enquanto o Hamas devolve todos os reféns
- A troca incluiria também restos mortais de reféns
Ajuda humanitária e reconstrução de Gaza
- Entrada imediata de alimentos, água, energia, hospitais e infraestrutura
- Equipamentos para limpar escombros e reabrir estradas seriam autorizados
- Distribuição feita pela ONU, Crescente Vermelho e outras entidades neutras
Nova governança em Gaza
- Um comitê palestino tecnocrático e apolítico assumiria a gestão local
- Esse órgão será supervisionado pelo “Conselho da Paz”, presidido por Trump
- O objetivo é preparar o retorno da Autoridade Palestina após reformas
Desmilitarização e anistia ao Hamas
- Toda infraestrutura militar e de túneis seria destruída sob monitoramento internacional
- Integrantes do Hamas poderiam entregar armas e receber anistia
- Quem desejasse sair teria passagem segura para outros países.
Segurança internacional e futuro político
- Uma Força Internacional de Estabilização treinaria a polícia palestina
- Israel se retiraria gradualmente, mantendo apenas um perímetro de segurança temporário
- O plano prevê caminho para autodeterminação palestina e coexistência pacífica




