
Sem mencionar diretamente a Venezuela, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (23) que deve fazer ações militares terrestres contra cartéis.
A declaração foi dada em uma conversa com jornalistas, segundo o Estadão. Conforme Trump, o governo não precisará pedir ao Congresso uma declaração de guerra aos cartéis, e que os EUA irão matar os responsáveis por levar drogas ao país.
O alerta foi feito um dia após o bombardeio de um segundo barco que supostamente transportava drogas no Pacífico. Esse foi o nono ataque do tipo ocorrido na América do Sul.
Questionado sobre esse último ataque, Trump alegou que tem "autoridade legal" e "permissão para fazer isso".
— Vamos atacá-los com muita força quando chegarem por terra. Estamos totalmente preparados para isso. E provavelmente voltaremos ao Congresso e explicaremos exatamente o que faremos quando chegarmos por terra — disse Trump a repórteres no Salão Oval da Casa Branca.
Os últimos dois ataques foram uma mudança em relação aos sete ataques anteriores dos EUA, que tiveram como alvo embarcações no Mar do Caribe. Ao todo, 37 pessoas já morreram.
Na semana passada, Trump autorizou a Agência Central de Inteligência (CIA) a realizar ações na Venezuela, porque "o país tem enviado drogas e criminosos para os Estados Unidos".
— Certamente estamos pensando agora na terra, porque já temos bem sob controle o mar — declarou Trump no dia 15 de outubro.
"São o Estado Islâmico do Ocidente"
Também nesta quinta-feira, Trump comparou os cartéis de drogas ao Estado Islâmico:
— Deve estar claro para todo o mundo que os cartéis são o Estado Islâmico do Ocidente — afirmou.
Segundo ele, esses grupos "usam extorsão, assassinato e sequestro para exercer controle político e econômico".
Trump voltou a criticar seu antecessor, o democrata Joe Biden, a quem acusou de ter permitido a expansão do crime organizado:
— Obrigado, Joe Biden, por deixar que isso acontecesse. Ele entregou nosso país aos cartéis — disse.
O republicano afirmou que, sob seu governo, os Estados Unidos estão "finalmente tratando os cartéis como a ameaça central à segurança nacional que realmente são".
— Não vamos parar até erradicar a ameaça dos cartéis contra nosso país — completou.




