
Reunidos no Egito, líderes mundiais que participam da chamada "cúpula da paz" assinaram o acordo de cessar-fogo em Gaza nesta segunda-feira (13). O encontro aconteceu no início da tarde, pelo horário de Brasília, em Sharm El-Sheik.
Representantes dos dois lados do conflito — Israel e o grupo terrorista Hamas — não estiveram presentes no evento. De acordo com a assessoria do premiê israelense, Benjamin Netanyahu, a ausência aconteceu devido à proximidade com um feriado judaico.
O documento foi assinado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e por autoridades de outros três países, que participaram, junto com os EUA, na mediação entre Israel e o grupo terrorista Hamas. São eles:
- Abdul Fatah Al Sisi, presidente do Egito
- Tamim bin Hamad Al Thani, emir do Catar
- Recep Tayyip Erdogan, presidente da Turquia
— Isso não é apenas o fim da guerra, é o fim de uma era de terror e morte e o início de uma era de fé e esperança — disse Trump, complementando:
— É o novo amanhecer da reconstrução. Talvez não seja a mais fácil das reconstruções, mas acho que nós fizemos muito da parte mais dura. Nós teremos que reconstruir, nós sabemos construir melhor do que qualquer outro — declarou Trump.
Al Sisi defendeu o direito dos palestinos de viver em um "estado independente", ao lado de Israel.
A reunião contou ainda com as presenças de outras autoridades como o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, da premiê da Itália, Giorgia Meloni, do premiê do Reino Unido, Keir Starmer e do presidente da França, Emmanuel Macron.
Desarmamento do Hamas
Em discurso após assinatura do acordo, Donald Trump afirmou que o grupo terrorista Hamas precisa ser desmilitarizado. Ao se referir sobre a reconstrução da Faixa de Gaza, Trump argumenta que os 20 países que integram a cúpula da paz não querem financiar "derramamento de sangue e ódio". Por isso, defende que o Hamas entregue suas armas.
— Todos concordamos que o apoio a Gaza deve ser feito para elevar o próprio povo, mas não queremos financiar nada que tenha a ver com derramamento de sangue, ódio e terror. Por essa mesma razão, também concordamos que a reconstrução de Gaza exige que ela seja desmilitarizada — declarou.
Reféns libertados
Antes da assinatura do acordo, ainda na madrugada desta segunda, o Hamas libertou os últimos 20 reféns israelenses vivos que eram mantidos em cativeiro pelo grupo há mais de dois anos. A medida fazia parta das exigências para o cessar-fogo.
Nesta tarde, o grupo terrorista também devolveu quatro corpos de israelenses. No entanto, os restos mortais de outras 24 pessoas ainda devem ser devolvidos pelo grupo palestino, mas não há data prevista para isso acontecer.
