
Israel anunciou nesta quarta-feira (29) que retomou o cessar-fogo na Faixa de Gaza, após ter realizado bombardeios em represália ao ataque do Hamas contra um de seus soldados.
"De acordo com a diretriz da liderança política e após uma série de ataques, nos quais dezenas de alvos terroristas foram atingidos, as Forças de Defesa de Israel (IDF) iniciaram a retomada da aplicação do cessar-fogo em resposta às violações do Hamas. As IDF continuarão a manter o acordo de cessar-fogo e responderão firmemente a qualquer violação dele", afirmou o exército israelense em comunicado.
Colunas de fumaça preta se elevavam em vários pontos do território palestino após esses bombardeios, que reacenderam entre os habitantes o medo de uma retomada da guerra.
O exército israelense afirmou ainda que atacou pelo menos 30 altos comandantes de movimentos terroristas que atuam no território.
— Aquele que levantar a mão contra um soldado, terá a mão cortada — declarou o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, advertindo que "não haverá imunidade para ninguém na liderança da organização terrorista Hamas, nem para os que vestem terno nem para os que se escondem em túneis".
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia assegurado antes do anúncio do fim dos bombardeios que "nada" comprometeria o acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas, em vigor desde 10 de outubro e que ele próprio impulsionou.
— Mataram um soldado israelense. Portanto, os israelenses respondem. E devem responder — afirmou.
O exército israelense confirmou que o soldado Yona Efraim Feldbaum, 37 anos, morreu em combate no sul de Gaza.
Esse novo episódio de violência é o segundo desde os ataques de 19 de outubro, realizados, segundo Israel, após um ataque contra seus soldados.
O Hamas, que governa Gaza desde 2007, negou na terça-feira (28) ter atacado tropas israelenses e reafirmou "seu compromisso" com o cessar-fogo.
Corpos de dois reféns
O grupo terrorista também anunciou o adiamento da entrega do corpo de um refém, prevista inicialmente para terça-feira.
De acordo com a primeira fase do acordo de cessar-fogo, o Hamas libertou em 13 de outubro os 20 reféns vivos que mantinha em Gaza desde seu ataque contra Israel em 7 de outubro de 2023.
Também deveria entregar naquele mesmo dia os corpos de 28 cativos falecidos, mas até agora restituiu apenas 15, alegando dificuldades para localizar os restos mortais em um território devastado.
O braço armado do Hamas afirmou ter encontrado na terça-feira os corpos de dois reféns, embora não tenha especificado quando os entregaria.




