
O grupo Hamas disse estar disposto a libertar os reféns israelenses na Faixa de Gaza em resposta ao plano de cessar-fogo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Em comunicado, o Hamas sinalizou estar disposto a entrar em negociações, no entanto, isso não significa que aceitou todo o plano apresentado pela Casa Branca, conforme o g1.
O grupo informou também que aceitaria entregar o governo da região, em Gaza, a um órgão independente formado por tecnocratas palestinos: "base com consenso nacional palestino e no apoio árabe e islâmico".
"O movimento anuncia sua aprovação para a libertação de todos os reféns — vivos e mortos — de acordo com a fórmula de troca incluída na proposta do presidente Trump", disse o Hamas em um comunicado, acrescentando que estava pronto para iniciar negociações "para discutir os detalhes".
O plano de paz de Trump
De acordo com o g1, a proposta é transformar Gaza em uma zona “desradicalizada”, livre de grupos armados. A região seria governada por um comitê palestino tecnocrático, com especialistas internacionais, que apoiará, ainda, na reconstrução do território.
Esse comitê será supervisionado por um órgão internacional, chamado “Conselho da Paz”. O grupo será presidido por Trump e terá a participação do ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair.
O plano também indica que o Hamas e outras facções ficariam proibidos de participar do governo de Gaza. Todos os túneis e fábricas de armas seriam destruídos. Uma Força Internacional de Estabilização, com apoio de países árabes, assumiria a segurança local e treinaria a polícia palestina.
Trump também defendeu a destruição do Hamas caso o grupo não aceite os termos do acordo.
Ponto a ponto do plano
Fim imediato da guerra e troca de reféns e prisioneiros
- O cessar-fogo ocorreria logo após a aceitação do plano
- Israel libertaria prisioneiros, enquanto o Hamas devolve todos os reféns
- A troca incluiria também restos mortais de reféns
Ajuda humanitária e reconstrução de Gaza
- Entrada imediata de alimentos, água, energia, hospitais e infraestrutura
- Equipamentos para limpar escombros e reabrir estradas seriam autorizados
- Distribuição feita pela ONU, Crescente Vermelho e outras entidades neutras
Nova governança em Gaza
- Um comitê palestino tecnocrático e apolítico assumiria a gestão local
- Esse órgão será supervisionado pelo “Conselho da Paz”, presidido por Trump
- O objetivo é preparar o retorno da Autoridade Palestina após reformas
Desmilitarização e anistia ao Hamas
- Toda infraestrutura militar e de túneis seria destruída sob monitoramento internacional
- Integrantes do Hamas poderiam entregar armas e receber anistia
- Quem desejasse sair teria passagem segura para outros países.
Segurança internacional e futuro político
- Uma Força Internacional de Estabilização treinaria a polícia palestina
- Israel se retiraria gradualmente, mantendo apenas um perímetro de segurança temporário
- O plano prevê caminho para autodeterminação palestina e coexistência pacífica


