
Acabou às 18h desde domingo (26), a votação para as eleições legislativas de meio de mandato na Argentina. O pleito foi iniciado às 8h, marcado pela estreia de uma nova cédula única de papel em substituição ao esquema de eleitoral anterior, em que a população levava para a urna as cédulas do partido e candidato em que desejava votar.
Os resultados parciais, segundo Justiça Nacional Eleitoral, deverão ser conhecidos a partir das 21h e serão atualizados à medida que as urnas forem sendo abertas, e os votos apurados.
A participação do eleitorado foi de 67,85% dos quase 36 milhões de cidadãos habilitados a votar, sendo a mais baixa desde o retorno da democracia ao país, em 1983. Em média, nas últimas eleições, a participação foi de 70%.
A votação será um indicador de prestígio para o presidente argentino, Javier Milei após escândalos de corrupção, reformas radicais na economia e resgate dos EUA para ajudar a controlar reações no mercado cambial.
O partido do presidente Milei, A Liberdade Avança, sofreu no mês passado uma derrota eleitoral, perdendo para a oposição peronista as eleições legislativas da província de Buenos Aires, a mais significativa e populosa do país, levando investidores a buscarem proteção no dólar ante o peso.

Ajuda condicionada
Na última quarta-feira (22), o chanceler do país, Gerardo Werthein, renunciou ao cargo. Sua saída, entretanto, ficou programada para esta segunda-feira (27), quando há possibilidade de uma reforma no gabinete de Milei.
Ele havia assumido em outubro de 2024 e vinha sendo criticado nas últimas semanas em razão da imagem de desprestígio deixada na reunião do dia 14, com o presidente norte-americano, Donald Trump.
A reunião, que seria no Salão Oval, foi reduzida a um almoço na Casa Branca, encerrada com declarações do republicano de que uma ajuda financeira à Argentina estaria condicionada a uma vitória do partido de Milei neste domingo.





