
Quatro meses após afirmar que planejava autorizar uma tarifa de 100% sobre filmes estrangeiros, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender a medida, afirmando que ela será aplicada a “todo e qualquer filme que for feito fora dos Estados Unidos”. A informação é do g1.
Em sua conta na rede social Truth, Trump declarou: “Nosso negócio de cinema foi roubado dos Estados Unidos por outros países, assim como roubam ‘doce de um bebê’.” Ele também criticou o governador da Califórnia, Gavin Newsom, chamando-o de “fraco e incompetente” e disse que o Estado foi especialmente afetado.
"Para resolver esse problema antigo e sem fim, vou impor uma tarifa de 100% sobre quaisquer filmes produzidos fora dos Estados Unidos", completou.
Sem detalhes sobre a medida
Assim como em maio, Trump não detalhou como a tarifa seria aplicada. Na ocasião, ele havia indicado que o Departamento do Comércio e o Escritório do Representante Comercial dos EUA poderiam instituir a medida, justificando que a indústria cinematográfica americana está “morrendo muito rápido”.
O presidente também classificou os incentivos de outros países para atrair cineastas e estúdios como "um esforço conjunto de outras nações e, portanto, uma ameaça à Segurança Nacional".
Segundo Andrew Pulver, editor de cinema do jornal Guardian, o alvo de Trump seria a terceirização da produção pelos estúdios de Hollywood, que há décadas utilizam locações no exterior para reduzir custos e explorar cenários diferenciados. Países como Canadá, Reino Unido, Austrália, Nova Zelândia, além de nações europeias, como Hungria e Itália, são frequentemente usados como base para produções americanas.
Países a serem "consertados"
O secretário do Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, citou o Brasil como um dos países que precisam ser "consertados" para garantir uma dinâmica comercial mais favorável aos norte-americanos. Durante entrevista à emissora NewsNation, publicada no sábado (27), Lutnick também mencionou Suíça, Índia e Taiwan entre os governos dos quais Washington ainda espera concessões.
— Temos um monte de países para consertar, como Suíça, Brasil e Índia. Eles têm um problema. Esses são países que precisam reagir corretamente aos Estados Unidos. Abrir seus mercados, parar de tomar ações que prejudiquem os Estados Unidos, e é por isso que estamos em desvantagem com eles — comentou Howard Lutnick.
Com exceção do Brasil — que desde agosto já enfrenta uma tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos —, os demais países mencionados pelo secretário estão entre os que serão atingidos por uma nova rodada de tarifas anunciada pelo governo Trump.


