
Mais de 2,2 mil pessoas morreram no terremoto de magnitude 6.0 que atingiu o leste do Afeganistão na noite de domingo (31), informou o governo talibã nesta quinta-feira (4), em um balanço atualizado.
Trata-se do terremoto mais mortal na história recente do Afeganistão, que sofre frequentes abalos sísmicos por estar localizado na junção das placas tectônicas eurasiática e indiana.
Hamdullah Fitrat, porta-voz adjunto do governo, declarou no X que entre os 2.217 mortos e quase 4 mil feridos, a maioria das vítimas concentra-se na província de Kunar, perto da fronteira com o Paquistão, e informou que as operações de resgate continuam.
Quatro dias após o terremoto, os moradores das aldeias nas montanhas de Kunar ainda aguardam a chegada de ajuda, dificultada pelos desmoronamentos e deslizamentos de terra.
— Precisamos urgentemente de tendas, água, comida e medicamentos — disse à AFP Zahir Jan Safi, um agricultor de 48 anos da aldeia de Mazar Dara, que ficou devastada.
Cerca de 7 mil casas foram destruídas nas províncias de Kunar, Laghman e Nangarhar. O número de vítimas pode aumentar, já que "centenas de corpos foram encontrados nas casas destruídas", alertou Fitrat.
Este terremoto chega "no pior momento", segundo organizações não governamentais e a ONU, que foram obrigadas a reduzir a sua ajuda ao país devido aos cortes na assistência internacional.


