
A porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Amanda Roberson, afirmou, em entrevista à CNN nesta terça-feira (23), que o presidente americano, Donald Trump, está disposto a conversar com Luiz Inácio Lula da Silva sobre as tarifas impostas ao Brasil. Os dois concordaram em conversar na próxima semana.
— O presidente Trump deixou claro desde o início do seu mandato que ele está aberto a negociações com qualquer país. Ele decidiu usar as tarifas como uma ferramenta. Ele sempre dizia que as tarifas são uma medida e que as tarifas agora abrem um espaço para negociações, para os dois países falarem e chegarem a ter um acordo que pode beneficiar os dois lados e que representa realmente a realidade dos nossos mercados hoje — disse Amanda.
Nesta terça-feira (23), Trump, durante o final de seu discurso na 80ª Assembleia Geral da ONU, mencionou o encontro breve com Lula, que abriu a conferência.
— Eu estava entrando (no plenário da ONU), e o líder do Brasil estava saindo. Eu o vi, ele me viu, e nos abraçamos. Na verdade, concordamos que nos encontraríamos na semana que vem.
A fala de Trump ocorre após a do presidente brasileiro, que criticou indiretamente as tarifas e sanções impostas por Washington.
"Eu gostei dele, e ele de mim"
Trump começou o tema ao afirmar que "os Estados Unidos utilizam as tarifas como mecanismo de defesa". E após, citou o exemplo do Brasil, sem mencionar diretamente o nome de Jair Bolsonaro e o julgamento do ex-presidente no Supremo Tribunal Federal (STF).
Em seguida, Trump disse que falou com Lula por 20 segundos e que os dois ficaram de conversar por mais tempo na próxima semana:
— Eu só faço negócios com pessoas que eu gosto. E eu gostei dele, e ele de mim. Por pelo menos 39 segundos nós tivemos uma química excelente, isso é um bom sinal — disse, provocando risadas no plenário da ONU.



