
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu nesta segunda-feira (18) o ucraniano Volodimir Zelensky e sete líderes europeus para reunião sobre a guerra na Ucrânia. Trump afirmou que se o encontro com o ucraniano correr bem, ele espera realizar uma reunião trilateral com o líder russo, Vladimir Putin.
— Teremos uma reunião. Acho que, se tudo correr bem hoje, teremos uma reunião trilateral, e acredito que há uma chance razoável de encerrarmos a guerra quando isso acontecer — disse Trump, sentado ao lado de Zelensky na Casa Branca.
Zelensky volta à Casa Branca para discutir com Donald Trump uma possível saída para a guerra na Ucrânia, que poderia incluir garantias de segurança para Kiev, mas também concessões territoriais.
Há chance de que seja firmado um acordo de paz entre Rússia e Ucrânia, no entanto, segundo Trump, sem que se tenha necessariamente um cessar-fogo.
Trump também afirmou que os Estados Unidos estará envolvido no fornecimento de garantias de segurança à Ucrânia como parte de um acordo.
O presidente ucraniano agradeceu ao seu homólogo americano pela recepção e pelo interesse em tentar encerrar o conflito.
— Obrigado pelo convite e muito obrigado por seus esforços, seus esforços pessoais para deter as mortes e pôr fim a esta guerra — disse Zelensky, vestido com uma camisa e gravata pretas, no Salão Oval.
Esta será a primeira visita de Zelensky à Casa Branca desde fevereiro, quando Trump e seu vice-presidente JD Vance o repreenderam por não demonstrar gratidão suficiente pela ajuda dos Estados Unidos contra a invasão russa, iniciada em fevereiro de 2022.
A delegação europeia em Washington é formada por:
- Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia;
- Emmanuel Macron, presidente da França;
- Friedrich Merz, chefe de Governo da Alemanha;
- Giorgia Meloni, primeira-ministra da Itália;
- Keir Starmer, primeiro-ministro do Reino Unido;
- Alexander Stubb, presidente da Finlândia;
- Mark Rutte, secretário-geral da Otan.
Reunião no Alasca
O encontro com Zelensky acontece após a reunião de cúpula de sexta-feira (15) entre o presidente dos Estados Unidos e seu homólogo da Rússia, Vladimir Putin, no Alasca, durante a qual não foi alcançado um acordo de cessar-fogo.
Após a reunião, Trump alinhou-se com a posição defendida há muito tempo pela Rússia, que exclui a necessidade de um cessar-fogo antes de alcançar um acordo de paz definitivo.
