O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, insistiu nesta quinta-feira (17) em que o governo brasileiro de Luiz Inácio Lula da Silva "mude de rumo" e "deixe de atacar" seu antecessor Jair Bolsonaro.
Em carta destinada a Jair Bolsonaro, dias depois de outra dirigida a Lula com ameaças de tarifas, Trump se solidariza mais uma vez com o ex-presidente, acusado de tentativa de golpe de Estado.
O republicano de 79 anos, portanto, não parece querer desescalar a crise com o Brasil, que reiterou sua disponibilidade de prosseguir com as negociações comerciais em uma carta enviada esta semana a Washington. Por ora, ambos mantêm um enfrentamento epistolar.
"Tenho acompanhado o tratamento terrível que você [Bolsonaro] está recebendo de um sistema injusto voltado contra você. Esse julgamento deveria terminar imediatamente!", escreveu Trump nesta quinta-feira em sua plataforma Truth Social.
"Expressei firmemente minha desaprovação, tanto publicamente como através de nossa política tarifária. Espero sinceramente que o governo do Brasil mude de rumo, deixe de atacar seus adversários políticos e ponha fim a seu ridículo regime de censura", acrescentou o governante americano.
Trump também afirma estar "muito preocupado com os ataques à liberdade de expressão, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, provenientes do atual governo".
Nisso, ele parece fazer referência a um bloqueio no Brasil, por decisão judicial, do Rumble, uma plataforma para compartilhar vídeos popular entre grupos conservadores que se negou a suspender a conta de um usuário brasileiro residente nos Estados Unidos e foragido da Justiça brasileira por difundir desinformação.
Trump adverte que acompanhará "de perto" a situação do ex-presidente Bolsonaro e o enche de elogios, como já fez em outras ocasiões.
"Foi um líder muito respeitado e forte que serviu bem a seu país", afirma.
"Não me surpreende vê-lo liderando as pesquisas", acrescenta, embora, segundo um levantamento da Quaest, Lula lidere as intenções de voto para o primeiro turno das eleições de 2026.
* AFP

