
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (17) que solicitou à procuradora-geral do país, Pamela Bondi, a divulgação de todos os depoimentos do júri relacionados ao caso Jeffrey Epstein.
"Com base na quantidade ridícula de publicidade dada a Jeffrey Epstein, pedi à Procuradora-Geral Pam Bondi que produza todos os testemunhos pertinentes ao Grande Júri, sujeito à aprovação do Tribunal. Este GOLPE, perpetuado pelos democratas, deve acabar, agora mesmo", escreveu Trump na rede Truth Social.
Pouco depois, Pamela respondeu que a equipe está "pronta para solicitar ao tribunal amanhã a divulgação das transcrições do Grande Júri".
Grupos republicanos e apoiadores de Trump vêm pressionando o governo pela liberação completa dos arquivos do caso.
Na publicação, Trump reforça que trata-se de um "golpe perpetuado pelos democratas" e que "deve acabar agora mesmo".
Esquema de tráfico sexual de Jeffrey Epstein
A divulgação de documentos, que somam aproximadamente 200 páginas, foi feita por Pamela Bondi e o Federal Bureau of Investigation (FBI), no dia 27 de fevereiro deste ano.
No lote, consta uma lista de evidências do caso, registros de voos e nomes de várias pessoas ligadas ao empresário, incluindo anotações sobre Donald Trump. O nome do presidente dos Estados Unidos aparece duas vezes, listado em maio de 1994, ao lado da ex-esposa, Marla Maples, e da filha Tiffany.
Ao longo das investigações, não foi encontrada nenhuma evidência de que Trump estaria envolvido nos crimes relacionados a Epstein. Os dois mantiveram uma amizade durante os anos 1990 e 2000.
Itens presentes em câmeras, computadores, fotos de mulheres, documentos e mídias eletrônicas, apreendidos durante a investigação, também foram revelados.
Quem era Jeffrey Epstein
O empresário e investidor começou a carreira como professor de matemática e física da Dalton School, escola de elite em Nova York. Por indicação do pai de um aluno, ele conseguiu um emprego no banco de investimentos Bear Stearns em 1976.
Anos depois, se tornou sócio da empresa e, em 1982, fundou sua própria companhia de investimentos, a J. Epstein and Co.
Epstein se aproximou de grandes nomes da elite dos Estados Unidos, incluindo Donald Trump — na época influente empresário sem envolvimento direto com a política — e o político democrata Bill Clinton. Além disso, ele também tinha relações com o Príncipe Andrew, acusado de ter abusado de menores de idade.


