
O ataque aéreo de Israel que atingiu o Ministério da Defesa da Síria nesta quarta-feira (16) foi transmitido ao vivo na TV do país, surpreendendo a âncora no momento em que apresentava o noticiário. A ofensiva resultou em três mortos e 34 feridos. O local, que fica próximo ao Palácio Presidencial, em Damasco, foi fortemente atingido.
"O Exército atingiu a entrada do quartel-general militar do regime sírio na área de Damasco", afirma um comunicado militar israelense.
Fontes de segurança do Ministério da Defesa sírio afirmaram que pelo menos dois ataques de drones atingiram o prédio e que autoridades estavam se protegendo no porão.
As Forças Armadas de Israel afirmam que a ação é uma resposta aos combates entre soldados sírios e drusos – minoria étnica que vive em regiões tanto de Israel quanto da Síria. Moradores foram aconselhados a permanecer em casa devido à situação tensa e contínua.
Veja o momento do ataque
300 mortos
Mais de 300 pessoas morreram desde domingo devido aos combates em Sweida, uma cidade de maioria drusa no sul da Síria, de acordo com balanço divulgado nesta quarta-feira pelo Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH).
Segundo a ONG, entre os mortos estão 69 combatentes drusos e 40 civis drusos, sendo que "27 deles foram executados" por membros das forças governamentais.
Ainda de acordo com o OSDH, 165 membros das forças governamentais e 18 combatentes beduínos, além de 10 membros das forças de segurança do governo, morreram em bombardeios israelenses.
"Traiçoeira agressão"
No dia anterior, o governo da Síria havia condenado os bombardeios israelenses na província de Sweida, no sul do país, para onde as forças governamentais foram mobilizadas após confrontos entre combatentes drusos e beduínos, que deixaram 100 mortos.
A Síria "condena nos termos mais enérgicos a traiçoeira agressão israelense realizada hoje por meio de ataques coordenados de drones e bombardeios aéreos militares", que mataram "membros das nossas forças armadas" e "vários civis inocentes", afirmou o Ministério das Relações Exteriores em um comunicado.
Damasco "considera Israel totalmente responsável por esta agressão e suas consequências", acrescentou, ressaltando "o legítimo direito da Síria de defender sua terra e seu povo por todos os meios permitidos pelo direito internacional".



