
A família de Juliana Marins encaminhou à Justiça um pedido para que o corpo da brasileira passe por uma nova autópsia, agora realizada no Brasil. A publicitária foi encontrada morta na terça-feira (24), quatro dias após cair em uma trilha na Indonésia.
A informação foi confirmada nesta segunda-feira (30) por meio do perfil no Instagram @resgatejulianamarins, abastecido pela família da jovem. "Acreditamos no Judiciário Federal brasileiro e esperamos uma decisão positiva nas próximas horas", diz trecho do texto.
Conforme Mariana Marins, irmã de Juliana, o Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM) da prefeitura de Niterói auxiliou no processo. O pedido para a realização de nova autópsia foi encaminhado pela Defensoria Pública da União no Rio de Janeiro (DPU-RJ).
A prefeitura de Niterói assumiu os custos do translado do corpo de Juliana da Indonésia para o Brasil, com repasse de R$ 55 mil à família da publicitária. Na quarta-feira (25), a família da jovem se encontrou com o prefeito do município fluminense, Rodrigo Neves.
Autópsia na Indonésia
O laudo divulgado pelo governo da Indonésia aponta que Juliana morreu devido a um trauma contundente que resultou em danos em órgãos internos e hemorragia. O documento, que veio à tona na sexta-feira (27), indica que a brasileira morreu cerca de 20 minutos após sofrer os ferimentos, o que sugere que ela tenha sofrido uma segunda queda, já que foi gravada por um drone se movimentando em 23 de junho (segunda passada).
Segundo o médico legista responsável pela autópsia, a brasileira sobreviveu até poucas horas antes do resgate. Esta informação contraria o que foi noticiado anteriormente, com a morte de Juliana constatada por socorristas na terça-feira.
Quem era Juliana Marins
Natural de Niterói (RJ), Juliana Marins tinha 26 anos e era formada em Publicidade e Propaganda pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Em seu perfil no Instagram, costumava compartilhar registros de viagens e praticando pole dance. Ela havia embarcado para um mochilão pela Ásia em fevereiro.
Em quatro meses de viagem, antes de chegar à Indonésia, a jovem visitou países como Filipinas, Tailândia e Vietnã. Há cerca de três semanas, ela relatou que teve crises de ansiedade e afirmou nunca ter se sentido tão viva quanto durante a viagem:
"Minhas emoções esse mês foram como as curvas de ha giang (cidade vietnamita). A viagem ao Vietnã começou incrível, até que, na próxima curva, tive algumas crises de ansiedade e, logo na virada seguinte, vivi uma das melhores fases dessa aventura. Fazer uma viagem longa sozinha significa que o sentir vai sempre ser mais intenso e imprevisível do que a gente ta acostumado. e ta tudo bem. Nunca me senti tão viva", escreveu.


