
Israel aceitou uma proposta dos Estados Unidos de cessar-fogo na guerra contra o Hamas nesta quinta-feira (29). A informação foi divulgada pela AFP. Entretanto, Basem Naim, um dos líderes do Hamas no exílio, disse que o plano não atende às suas "demandas". A Casa Branca informou que as negociações com o Hamas "continuam".
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que Trump e seu enviado Steve Witkoff "apresentaram uma proposta de cessar-fogo ao Hamas que Israel apoiou":
— Posso confirmar que o enviado especial Witkoff e o presidente (Trump) apresentaram uma proposta de cessar-fogo ao Hamas, com o apoio de Israel. Israel aprovou a proposta antes de ela ser enviada ao Hamas. Posso também confirmar que essas discussões continuam, e esperamos que um cessar-fogo em Gaza ocorra para que possamos devolver todos os reféns para casa, e essa tem sido uma prioridade deste governo desde o início. (Veja vídeo abaixo).
Após o anúncio do governo dos Estados Unidos sobre o apoio de Israel ao plano, Basem Naim, um dos líderes do Hamas, disse à AFP que a proposta dos EUA para uma trégua em Gaza "não atende às demandas do nosso povo":
— A resposta da ocupação (israelense) significa essencialmente a perpetuação da ocupação, a continuação dos assassinatos e da fome (mesmo durante o período de trégua temporária) e não responde a nenhuma das demandas do nosso povo, particularmente o fim da guerra e da fome — disse Naim.
Ele acrescentou que "a liderança do movimento palestino está examinando com grande senso de responsabilidade e patriotismo a resposta a esta proposta".
Segundo o jornal O Globo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse aos parentes de reféns do Hamas que aceitou a nova proposta de um cessar-fogo, de Steve Witkoff, enviado do presidente americano, Donald Trump.
Veja abaixo a coletiva em que a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, diz que Israel assinou a proposta:
O início do conflito
No amanhecer de 7 de outubro de 2023, um sábado, extremistas liderados pelo Hamas cruzaram a fronteira e iniciaram um massacre no território israelense por ar, água e terra. Mataram soldados e cidadãos comuns, além de sequestrar mais de 200 pessoas.
Em resposta, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou guerra ainda em 7 de outubro. No dia seguinte, a declaração oficial foi feita.




