
A Austrália ordenou a saída dos últimos funcionários de sua embaixada em Kiev, diante do crescente envio de tropas russas na fronteira com a Ucrânia — anunciou o primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, neste domingo (13).
A retirada se deu na esteira de anúncios similares de Estados Unidos e Canadá, em meio a um intenso esforço diplomático que não conseguiu aplacar as crescentes tensões no sábado. As tensões aumentaram depois que Washington alertou que uma invasão poderia acontecer "a qualquer momento".
Morrison disse que a Austrália vai transferir suas operações para Lviv, cidade próxima à fronteira ucraniana com a Polônia. O premiê afirmou ainda que os três funcionários restantes em Kiev estão apoiando "os muitos australianos (na Ucrânia), muitos dos quais têm dupla cidadania".
— A situação, como todos ouviram, está se deteriorando e chegando a uma fase muito perigosa — alertou.
O primeiro-ministro condenou as "ações autocráticas e unilaterais" da Rússia e criticou a China por "manter um silêncio assustador diante do acúmulo de tropas russas na fronteira com a Ucrânia".
A ministra das Relações Exteriores da Austrália, Marise Payne, reiterou os pedidos para que os australianos deixem a Ucrânia imediatamente, alertando que "as condições de segurança podem mudar rapidamente".



