
Apoiadores do presidente da Argentina, Mauricio Macri, candidato à reeleição, estão usando bonecos representando a ex-presidente Cristina Kirchner como presidiária. Ela é candidata a vice na chapa de Alberto Fernández, principal opositor de Macri na disputa eleitoral.
O boneco é semelhante ao “Pixuleco” usado em manifestações contra a ex-presidente Dilma Rousseff em 2016. No Brasil, a figura representava o antecessor de Dilma, Luiz Inácio Lula da Silva, como presidiário.
Os bonecos de Cristina foram vistos durante comício realizado na Avenida 9 de Julio, junto ao Obelisco, em Buenos Aires, no último sábado (19). A ex-presidente é retratada com uma mala de dinheiro em uma das mãos e, na outra, “carregando” o companheiro de chapa.
No peito, há a data 18-1-15, em referência ao caso do promotor Alberto Nisman, encontrado morto em 18 de janeiro de 2015 e que investigava o atentado contra a associação judaica Amia, ocorrido em 1994. A morte aconteceu dias depois de ele ter acusado a ex-presidente e outros ex-funcionários de seu governo de encobrir iranianos pelo ataque, que matou 85 pessoas e feriu outras 300.
Eleição na Argentina
O primeiro turno das eleições presidenciais ocorrem no dia 27 de outubro. Macri, um engenheiro de 60 anos, aspira um segundo mandato. Mas a persistência e o agravamento da crise econômica, com recessão e altos índices de inflação e pobreza, tem pesado na decisão dos eleitores.
Fernández, um advogado de 60 anos, é favorito nas pesquisas depois de ter conseguido na primárias de agosto 48% dos votos, à frente de Macri (32%).
Várias pesquisas preveem uma diferença ainda maior a favor de Fernández no primeiro turno do próximo domingo. Se obtiver 45% dos votos ou 40% e uma diferença de 10 pontos para o segundo candidato será eleito.



