
Os Estados Unidos lidam com as opções militares para a Venezuela "adaptadas" às circunstâncias, informou o chefe do Pentágono, Patrick Shanahan, nesta sexta-feira (3). A declaração ocorreu após Shanahan receber funcionários da equipe de segurança nacional do presidente Donald Trump.
— Temos um conjunto completo de opções adaptadas a certas circunstâncias — disse o chefe do Pentágono a jornalistas, após a insurreição militar fracassada contra o presidente Nicolás Maduro nesta semana na Venezuela, liderada pelo líder da oposição Juan Guaidó.
O secretário de Defesa — que cancelou uma viagem à Europa no último minuto devido à situação na Venezuela — disse que se encontrou nesta manhã com o chefe da diplomacia americana, Mike Pompeo, com o conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, John Bolton e com o almirante Craig Faller, que lidera o Comando dos Estados Unidos para a América do Sul (SouthCom).
— À medida que as condições mudam, fazemos modificações e ajustes — disse ele, recusando-se a especificar as operações militares planejadas.
Shanahan lembrou das reiteradas advertências de Trump de que "todas as opções" estão na mesa:
— Tudo inclui tudo. Quero evitar entrar no que poderíamos fazer isso ou aquilo. O que as pessoas devem ter é a confiança de que nossos planos (...) têm profundidade.
Questionado sobre a possibilidade de um destacamento naval na Venezuela, ele simplesmente respondeu que "há muita água nas proximidades".
Já o influente senador republicano Lindsey Graham sugeriu que os Estados Unidos enviem um porta-aviões para a costa da Venezuela, através de mensagem no Twitter:
"Cuba e Rússia enviam tropas para apoiar Maduro na Venezuela (...) enquanto falamos/sancionamos. Onde está nosso porta-aviões?", escreveu.



