Quase 170 gaúchos e gaúchas se reuniram entre os dias 11 e 13 de setembro para a 7ª edição do Acampamento Farroupilha Mais ao Norte do Mundo, realizado no município de Eidsvoll, na Noruega. O número ficou dentro da expectativa dos Vikings de Bombacha, que organizam o encontro comunitário e trabalham com capacidade limitada.
Vieram participantes do país nórdico e de outras nações europeias, como Holanda, Portugal, Suécia, França e inclusive até do Rio Grande do Sul. Também estiveram presentes na zona rural de Oslo gaúchos que chegaram recentemente em solo norueguês e participaram pela primeira vez.
Durante os três dias, a programação reuniu uma série de atividades e costumes típicos do RS. Teve "Concurso Mundial de Sapucay", disputas de sagu, pudim e maionese, costela preparada por 12 horas, gaita, trova, o tradicional fogo de chão e até momento para cantar o Hino Rio-Grandense.
O frio e algumas pancadas de chuva fizeram parte do fim de semana. Nada que impedisse a programação.
— Tivemos um clima bem típico de Oslo nesta época do ano. Mas gaúcho não se encolhe nem pra dormir, né tchê? — brinca Herbert Meregalli, um dos fundadores dos Vikings de Bombacha.
O "causo" dos 30 quilos de carne
Como em qualquer bom encontro de amigos, não faltou história para contar depois. Desta vez, o susto veio antes mesmo do fogo de chão começar.
— Dessa vez, o Capataz (responsável pela propriedade rural) esqueceu uma sacola com nada menos que 30 quilos de carne dentro da câmara fria. Só fomos perceber na hora de espetar — conta Herbert.
O problema acabou resolvido com a ajuda dos amigos e virou mais um dos “causos” que ficaram da edição.
— Ainda bem que temos amigos, e quem tem amigos tem muito. No fim, tudo se resolveu e virou mais um daqueles causos que a gente vai guardar na memória — diz.
Para o fundador, porém, o melhor momento do acampamento não foi uma situação específica, mas ver o encontro novamente cheio.
— O melhor de tudo foi justamente ver a alegria e o prazer das pessoas em estar ali. É quando a gente percebe que todo o trabalho, as horas de organização, os problemas e o cansaço realmente valeram a pena — afirma.
Um encontro que cresceu sem perder a essência

Se a primeira edição, em 2020, reuniu apenas 16 amigos, a sétima chegou perto dos 170 participantes. Para os organizadores, a mudança mais importante não está apenas no tamanho, mas nas novas amizades e histórias que passaram a fazer parte do encontro.
Até mesmo quem estava de fora percebeu esse espírito. Henning, dono da propriedade onde ocorreu o acampamento e norueguês, acompanhou de perto a movimentação e, segundo Herbert, ficou surpreso com a conexão criada durante o fim de semana.
— Ele chegou a nos contar que nunca havia criado uma conexão tão boa quanto a que encontrou conosco naquele fim de semana — relata.
*Sob supervisão do jornalista João Rosa


