
Retratar o Rio Grande do Sul como exemplo de reconstrução, cooperação e desenvolvimento fez do projeto "Pra Cima, Rio Grande" um norte para o futuro do Estado. Lançado em 2024 como um movimento de reconstrução após a tragédia climática que devastou grande parte do território gaúcho, o projeto chega ao final da sua segunda fase consolidado como uma plataforma de debate sobre os rumos econômicos e sociais em múltiplas frentes.
Ao longo dos últimos 12 meses, foi publicada uma série de conteúdos alinhados ao desenvolvimento sustentável do Estado. Os temas abordados estruturaram-se em cinco trilhas condutoras principais: cidades e soluções, educação, transição energética, empreendedorismo e governança.
A cobertura aprofundou debates estratégicos para a economia gaúcha. No eixo de energia e sustentabilidade, por exemplo, o projeto destacou o potencial do hidrogênio verde como vetor para colocar o RS na vanguarda da transição energética, além de analisar os impactos da crise do petróleo na corrida por fontes sustentáveis e o movimento de grandes empresas gaúchas que investem em geração própria de energia renovável.
A pauta ambiental também abriu espaço para discussões vitais sobre a falência hídrica global e os reflexos no Estado, além de iniciativas práticas ligadas à economia circular (da reutilização de solventes ao óleo de cozinha) e à diversificação agrícola no inverno, como o cultivo da canola para a produção de biodiesel.
Pra Cima, Rio Grande
No campo da infraestrutura e reconstrução, as reportagens destacaram aspectos acerca da malha ferroviária gaúcha e discutiram o conceito de cidades-esponja para transformar municípios do Vale do Taquari em áreas mais resilientes. Já na frente de formação humana e inovação, o projeto avaliou a expansão de cursos de educação profissional baseada em análise de dados e diálogo com o setor produtivo, bem como a integração entre empresas e instituições de ensino rumo à Indústria 4.0.
No último caderno especial da série, a publicação voltou-se à inovação e à tecnologia, apresentando como parcerias entre grandes empresas e startups criam ambientes favoráveis ao crescimento e diversificam a economia regional. Para a diretora do Tecnopuc, Flávia Fiorin, a iniciativa exemplifica a importância de dar visibilidade às oportunidades inovadoras e aos ativos estaduais.
— Iniciativas como o "Pra Cima, Rio Grande" colocam o potencial do Estado ao alcance de quem o constrói e projeta o seu futuro. O Rio Grande do Sul reúne ativos muito valiosos, sobretudo os nossos talentos. Dar visibilidade a essas capacidades e construir uma visão compartilhada sobre as oportunidades de desenvolvimento é fundamental para que esses talentos reconheçam aqui um lugar para construir também o seu próprio futuro. Debater inovação e tecnologia, nesse sentido, é mais do que discutir tendências: é discutir o Estado que queremos construir e viver — destaca Flávia.
Com a parceria das empresas Marcopolo, Aegea e Be8 na cocriação de conteúdos, a campanha contou com uma abordagem multiplataforma. Além de cadernos trimestrais encartados em Zero Hora, a iniciativa somou publicações quinzenais em ZH e GZH, vídeos curtos para redes sociais, episódios especiais no programa Conversas Cruzadas, reportagens nos noticiários da RBS TV e da Rádio Gaúcha e entrevistas nos videocasts Governança para Quem Decide e Radar de Inovação.
O destaque para as iniciativas de desenvolvimento no Estado resultou em 112 matérias vinculadas ao projeto na sua segunda fase, tratando sobre temas como educação, trabalho e talentos, reconstrução e resiliência climática, mobilidade e infraestrutura, água e meio ambiente, energia e descarbonização e economia circular.
Os conteúdos buscaram dar luz ao trabalho que vem sendo feito em prol de um crescimento sustentável do RS, reconhecendo o papel estratégico de empresas e instituições na construção de um Estado mais resiliente e voltado ao futuro. Foram mais de 160 milhões de impactos totais ao longo do projeto, somando presença em rádio, TV, jornal, impressões digitais e impressões em redes.
Dezenas de especialistas foram ouvidos ao longo do projeto, discutindo o potencial das ações e apresentando exemplos da inovação aplicada na prática.
Resiliência climática e reconstrução se consolidaram como as principais frentes editoriais do projeto, evoluindo da cobertura de danos para as discussões sobre prevenção, adaptação climática e construção de territórios mais resilientes.
Já nas redes sociais, o tema reciclagem foi destaque entre os assuntos, com vídeos curtos que despertaram engajamento orgânico.
O "Pra Cima", em números
- 4 cadernos especiais
- 112 matérias vinculadas publicadas
- 1,8 milhões de visualizações nas redes sociais
- 12 episódios do Conversas Cruzadas
- 6 episódios do videocast Radar de Inovação
- 6 episódios do videocast Governança para Quem Decide
- 78 programetes na RBS TV
Ranking de temáticas apresentadas
- Transição energética e mobilidade
- Resiliência climática e reconstrução
- Formação profissional e de talentos
- Água, saneamento e segurança hídrica
- Infraestrutura
- ESG e governança
- Inovação e IA
- Agro e bioeconomia
- Diversidade e liderança feminina
- Saúde mental e gestão de pessoas
Presidente do Sindicato da Indústria de Energias Renováveis do Rio Grande do Sul (Sindienergia-RS), Daniela Cardeal destaca o debate público como essencial para o avançar de temas relevantes para o futuro da sociedade, apresentando as informações necessárias para o entendimento de todos.
— Precisamos muito de reportagens e encontros que levem informação para além dos setores específicos. A adição energética, como falamos hoje, vai muito além da energia. Muita gente ainda acha que a transição energética é só trocar o carvão por energia solar, mas o que estamos falando não é apenas sobre trocar um combustível, mas sobre ter desenvolvimento sustentável e que afeta o bolso. Precisamos mostrar isso para a sociedade e a comunicação é um canhão para isso — diz Daniela.
Inspirado pelo projeto Retoma RS (2024–2025), o Pra Cima, Rio Grande ampliou a abordagem sobre conteúdos com foco em práticas ESG, inovação e no impacto dessas iniciativas para a sociedade e para o desenvolvimento econômico.














