
O sistema construído pela Corsan Aegea para transportar o esgoto de Xangri-Lá e de parte de Capão da Canoa até a bacia do Rio Tramandaí começará a operar na próxima semana. A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) concedeu a licença de operação na última terça-feira (14). Conforme a empresa, cerca de 25 mil moradias serão atendidas com o serviço na região. O dado é uma estimativa baseada nas economias atendidas hoje pelo sistema de abastecimento de água no local.
O projeto é contestado por ambientalistas, que apontam risco de contaminação do rio e impacto à fauna marinha. A concessionária de saneamento, por sua vez, afirma que o processo cumpre as exigências ambientais e que a estrutura vai expandir o tratamento de esgoto na região, atualmente considerado precário.
Detalhes da estrutura e operação
O sistema consiste em um emissário (tubulação) de 9,2 quilômetros que interliga a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Xangri-Lá II, localizada na Estrada do Mar, a um ponto próximo à foz do Rio Tramandaí, em Osório. A obra foi concluída no ano passado e aguardava a liberação do órgão estadual.
A Corsan Aegea realiza os testes finais e prevê o início do lançamento de efluentes até a próxima quarta-feira (22).
Inicialmente, será feito um lançamento controlado de 20 litros por segundo, conforme previsto no estudo que embasou o licenciamento ambiental. O sistema tem capacidade para lançar até 65 litros por segundo. A empresa fará análises periódicas da qualidade do esgoto tratado e das águas do Rio Tramandaí, com envio de relatórios à Fepam.
Judicialização
O projeto é alvo de diferentes ações judiciais que pedem o impedimento das operações. O caso é julgado tanto pela Justiça estadual quanto pela federal, que estão atuando em conjunto no caso.
Já foram realizadas audiências públicas e reuniões com as partes envolvidas. A 9ª Vara Federal de Porto Alegre e Vara Regional do Meio Ambiente marcaram para essa sexta-feira (17) uma vistoria técnica nos dois pontos que ligam a tubulação.
Até o momento, não há decisão judicial que impeça o início das operações autorizadas pela Fepam.




