
O Rio Grande do Sul tem um rio com nível de alerta nesta terça-feira (21), em Quaraí, na Fronteira Oeste, e dois em cota de atenção, em Alegrete, na mesma região, e em Caxias do Sul, na Serra. A elevação é resultado da incidência de chuva dos últimos dias. Os dados são monitorados pelo Serviço Geológico do Brasil.
Segundo o prefeito de Quaraí, Jéferson da Silva Pires, a Defesa Civil do município monitora a situação. Quaraí tem chuva mais amena nesta terça-feira.
A medição mais recente do nível do rio, às 11h, indicava cota de alerta, com 8m87cm. Às 9h30min de segunda-feira (20) estava em 7m56cm. Ou seja, o nível subiu um metro e trinta centímetros nesse período. A cota de inundação se inicia aos 9m50cm.
— Estamos monitorando constantemente, mas ele não deve sair dessa cota de alerta. Não acreditamos que chegará a acontecer inundação — afirma o prefeito.
Ainda conforme o prefeito, nenhum morador precisou ser removido de casa até o momento, embora a incidência de chuvas tenha deixado a cidade em alerta.
— São enxurradas. Aqui a média da chuva foi de 160 milímetros (no fim de semana), mas, em alguns locais, chegou a 195 milímetros. Hoje está uma chuva bem mais fraca, quase uma neblina — descreve o prefeito.
Alegrete
Em Alegrete, também na Fronteira Oeste, onde o vendaval causou danos em residências, derrubou árvores e postes no fim de semana, a Defesa Civil também acompanha a situação.
O Rio Ibirapuitã entrou em cota de atenção nesta madrugada. A última medição, das 11h15min, indica 7m71cm. A cota de inundação se inicia aos 9m70cm.
— Nos últimos dias choveu bastante aqui, hoje está mais amena. Mas a gente também acompanha as chuvas de Livramento, já que essa água toda desce para cá, e do Rio Uruguai, porque essas águas desaguam lá. Se estiver cheio, represa muito aqui. Vai depender dos próximos dias — diz o prefeito de Alegrete, Jesse Trindade.
Ainda segundo o prefeito, nas últimas semanas foi realizada a limpeza de quatro quilômetros de valões, e realizados simulados, como forma de preparação para eventuais cheias.
— Essa limpeza nos dá fôlego maior. Até agora, com isso tudo de chuva, já teria enxurrada, mas tivemos praticamente zero — explica.
A Ponte do Capivari, na RS-507, que havia sido totalmente bloqueada devido à elevação da água, foi liberada para o trânsito de veículos, segundo o Comando Rodoviário da Brigada Militar.
Caxias do Sul
O Rio Caí, em Caxias do Sul, na Serra, também está subindo e entrou na cota de atenção nesta manhã. A última medição, pouco depois das 11h15min, indica 2m16cm. A cota de inundação do Rio Caí neste ponto se dá somente aos 4m70cm. O rio é o mesmo que impacta em municípios do Vale do Caí, como Sebastião do Caí.
Danos
Nesta terça-feira (21) a Defesa Civil atualizou os dados de municípios com danos. Segundo o último boletim, aumentou de 49 para 52 o total de cidades com algum tipo de estrago.
Foram acrescidos neste levantamento os municípios de Lajeado, no Vale do Taquari, Passo Fundo, no norte do Estado, e Tramandaí, no Litoral Norte. Os casos informados envolvem queda de árvore, danos em telhados de residências e alagamentos em ruas.
Em Uruguaiana, na Fronteira Oeste, o temporal do fim de semana deixou estragos a 12 residências, afetando cerca de 48 pessoas. Em Vera Cruz, no Vale do Rio Pardo, 20 casas tiveram os telhados danificados. Candelária teve oito registros do tipo.
Em Barra do Quaraí, um cabo de alta tensão caiu sobre uma via de acesso a cidade, o que causou falta de energia, água e internet em todo o município. A situação já foi normalizada.
No Noroeste, o vento registrado na tarde de sábado (18) arrancou a cobertura de um galpão desocupado em Giruá. A estrutura foi lançada contra um poste da rede elétrica e atingiu uma edificação vizinha.
Na Região Central, em Santa Maria, a Defesa Civil registrou danos em telhados de 22 residências. Duas escolas também foram afetadas.
Em Agudo, cinco imóveis tiveram danos nos telhados. As famílias receberam lonas, mas ninguém precisou deixar a própria casa.
Em São Gabriel, duas residências sofreram destelhamento parcial.
Em Jaguari, o sistema de monitoramento agroclimático apontou rajadas de vento de 93 km/h e acumulado de 65 milímetros de chuva em três horas e meia.
Em Itaara, ocorreu um incêndio em vegetação às margens da BR-158. O fogo foi provocado pelo vendaval, que fez fios da rede de alta tensão tocarem árvores.
Em Bagé, na Campanha, houve queda de árvores e postes causando falta de energia em bairros e bloqueios em vias. Foram registrados danos em telhados de oito residências. Arroio Grande, na Região Sul, registrou danos no prédio da prefeitura e o destalhamento de 16 casas.
Dados de desalojados
- Cerro Branco - 2
- Dona Francisca - 3
- Alegrete - 5
- São Borja - 3
- Santa Maria - 4
- Vale do Sol - 2
- Total: 19
Segundo boletim da Defesa Civil
Municípios que reportaram danos à Defesa Civil do RS
- Aceguá
- Agudo
- Alegrete
- Amaral Ferrador
- Arroio Grande
- Bagé
- Barão
- Barão do Triunfo
- Barra do Quaraí
- Cachoeira do Sul
- Campo Bom
- Candelária
- Caraá
- Cerro Branco
- Dona Francisca
- Faxinal do Soturno
- Forquetinha
- Giruá
- Gramado
- Itaara
- Jari
- Jaguari
- Jaguarão
- Lajeado
- Marques de Souza
- Novo Cabrais
- Novo Hamburgo
- Paraíso do Sul
- Passo Fundo
- Pinheiro Machado
- Quaraí
- Restinga Seca
- Rio Grande
- Santa Maria
- Santa Cruz do Sul
- Santa Vitória do Palmar
- Santiago
- Santo Ângelo
- Santo Cristo
- São Borja
- São Gabriel
- São Francisco de Assis
- São Luiz Gonzaga
- São Martinho da Serra
- São Pedro do Sul
- Taquara
- Terra de Areia
- Tramandaí
- Uruguaiana
- Vale do Sol
- Venâncio Aires
- Vera Cruz




