
Morreu no último domingo (14), aos 22 anos, Guilherme Torres da Silva, morador do bairro Recreio Primavera, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. Ele passou quase 10 meses enfrentando graves sequelas causadas pela ingestão de uma bebida adulterada com metanol. O sepultamento ocorreu na segunda-feira (15).
A informação foi divulgada nas redes sociais pela família em um perfil que havia sido criado no final de 2025 para mostrar o tratamento de Guilherme,
Nas publicações, era possível acompanhar a realidade de quem conviveu com as consequências da intoxicação.
Em conversa com a TV Globo, uma amiga da família, Maiana do Nascimento, detalhou os últimos dias do jovem. Ele estava internado desde a última quinta-feira (12) e não resistiu a complicações pulmonares.
— Ele não estava andando. Não realizava nenhuma refeição via oral, apenas por sonda. Tomava mais de 10 remédios por dia. Falava poucas coisas e com dificuldade para ser compreendido — contou.
Segundo ela, tudo começou em agosto de 2025, quando Guilherme comprou gin em uma adega próxima de casa.
— Ao ingerir, ele passou mal, dizendo que estava com visão turva e embaçada. Fomos ao hospital e daí em diante começou a nossa luta pela vida dele. Ele sofreu diversas paradas cardíacas — relembrou.
O que diz a prefeitura
Questionada sobre o caso de Guilherme, a prefeitura de Itapecerica da Serra informou que o caso "foi devidamente notificado e investigado à época dos fatos, seguindo todos os protocolos estabelecidos pelos órgãos de Vigilância em Saúde".
"Em relação ao óbito recente, a Autarquia Municipal de Saúde declarou que aguarda o recebimento da documentação oficial, incluindo a Declaração de Óbito e demais laudos, para confirmação da causa da morte e eventual avaliação do nexo causal com o quadro de intoxicação anteriormente investigado. Somente após a conclusão dessas análises pelos órgãos competentes será possível confirmar se o caso possui relação com o evento ocorrido em 2025", concluiu a nota.

