Ao menos 19 municípios do Rio Grande do Sul registram estragos provocados pelo temporal de sexta-feira (1º). As áreas mais atingidas estão na Região Central e na Fronteira Oeste, mas também há impactos em outras regiões do Estado.
Fronteira Oeste
Em Rosário do Sul, o acumulado de 354 milímetros deixou 225 casas alagadas. Ao todo, 512 pessoas ficaram desalojadas e 976 foram impactadas. O ginásio municipal foi preparado para receber moradores, mas, até o momento, não houve necessidade de acolhimento. Segundo prefeitura, todos os moradores já conseguiram voltar para casa.
Segundo o Climatempo, a média de chuva para Rosário do Sul em maio é de 115 milímetos. Ou seja, choveu, em um dia, três vezes mais que o esperado para o mês.
Em São Gabriel, 21 famílias precisaram sair de casa após um acumulado de 200 milímetros. Uma família foi encaminhada ao albergue municipal, seis casas precisaram de lonas e houve registro de um destelhamento.
Em Alegrete, apesar de não haver famílias fora de casa, a Defesa Civil monitora moradores de 17 bairros às margens do Rio Ibirapuitã, que sobe cerca de 20 centímetros por hora. O nível já ultrapassou a cota de atenção e chegou a 7m66cm na medição da manhã, influenciado pelas águas de afluentes de cidades vizinhas.
Também há registros de estragos em Uruguaiana.

Região Central
Em Santa Maria, nove casas foram alagadas, sem registro de desabrigados ou desalojados. O acumulado no município chegou a 70 milímetros.
Em Júlio de Castilhos, houve queda de granizo na noite passada, o que também foi resgitrado em Nova Palma.

Há ainda registros de estragos em outras cidades da Região Central, como Agudo, Faxinal do Soturno, São Sepé, Silveira Martins e Vila Nova do Sul.

Outras regiões
Também foram registrados estragos em cidades de outras regiões do Estado.
Em Caçapava do Sul, na Campanha, foi registrado volume de 120 milímetros em apenas seis horas. A quantidade sobrecarregou o sistema de escoamento, ocasionando alagamentos nos bairros Santa Rita, Vila Sul e Centro.
Em Encruzilhada do Sul, no Vale do Rio Pardo, a chuva causou transtornos na noite de sexta-feira. De acordo com a Defesa Civil, choveu 135 milímetros na cidade. Duas casas ficaram alagadas. A situação está controlada e não há desalojados. Na região há ainda registro de estragos em Lagoa Bonita do Sul e Sobradinho.
Em Ernestina, no norte do RS, pelo menos oito pessoas ficaram desalojadas, 10 casas foram destelhadas e houve queda de árvores na cidade, interior e na RS-153. Apuração preliminar da prefeitura aponta para danos em cerca de cem residências, prédios de órgãos públicos, escolas e um ginásio.
Marau, também no Norte, reportou danos em decorrência da chuva. Conforme a Defesa Civil, houve danos em telhados de 36 residências e 10 ocorrências de queda de árvores, com obstrução de ruas em diversos bairros da cidade e de localidades no interior.
Há ainda registros de estragos em Bom Retiro do Sul, no Vale do Taquari.
Alertas no trânsito
O temporal provoca transtornos em rodovias.
RS-348
Entre Faxinal do Soturno e Ivorá, a rodovia está bloqueada desde a noite passada em razão da elevação do Arroio Guarda-Mor, em um trecho em obras com desvio provisório. A liberação depende de manutenção da estrada e só deve acontecer na segunda-feira. O desvio para motoristas é pela RS-804, via Silveira Martins.
Na mesma rodovia, houve bloqueio parcial entre Faxinal do Soturno e Dona Francisca, também em trecho em obras, onde o asfalto cedeu. A pista já foi liberada.

BR-290
Já na BR-290, na altura do km 353, em Vila Nova do Sul, houve bloqueio total por cerca de seis horas na noite passada, devido à elevação do Arroio Bossoroca. O trecho foi liberado durante a madrugada.
Pontos sem energia
A RGE e CEEE Equatorial informaram que as ocorrências registradas foram pontuais.
Confira a nota da RGE:
"A CPFL RGE informa que a a chuva não causou grandes estragos na rede elétrica. As ocorrências em atendimento são pontuais, sem volume de clientes desligados. A empresa alerta que a população deve ficar longe de fios partidos ou galhos de árvores que estejam caídos sobre a rede elétrica. A orientação nesses casos é acionar imediatamente a CPFL RGE e o corpo de bombeiros e aguardar o atendimento."




