
Ex-presidente do Conselho Penitenciário do Rio Grande do Sul e ex-juiz de direito, Renato Cramer Peixoto morreu no dia 26 de abril, aos 78 anos, em Porto Alegre.
De família originária de Rio Grande, na Região Sul do Estado, o magistrado aposentado faleceu em decorrência de causas naturais, deixando uma trajetória de mais de cinco décadas dedicadas ao direito e à gestão pública.
A história de Peixoto na Capital começou cedo. Ainda jovem, deixou o Sul do Estado sozinho para concluir os estudos no Colégio Rosário. A vocação acadêmica o levou à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), onde obteve dupla graduação: Jornalismo e Direito.
A carreira jurídica consolidou-se em 1973, quando alcançou o primeiro lugar no concurso para juiz de direito da Justiça gaúcha. Ao longo dos anos, atuou em diversas comarcas, como Sapucaia do Sul, Santiago, Esteio e Rio Grande, antes de retornar a Porto Alegre. Foi na Capital, no início dos anos 1990, que teve atuação marcante como "juiz de menores", tornando-se uma referência na área da Infância e Juventude.
Gestão pública e advocacia
Antes de se aposentar, em 1995, Peixoto integrou o então existente Tribunal de Alçada. Mesmo após deixar a toga, seguiu contribuindo com a segurança pública e o sistema penal. Assumiu a superintendência da Susepe e, anos mais tarde, em 2017, passou a presidir o Conselho Penitenciário do Estado. Paralelamente, manteve ativa sua atuação como advogado por diversos anos.
Vida pessoal
Fora dos tribunais e gabinetes, Peixoto era conhecido pelo entusiasmo com que vivia a rotina familiar. Frequentador assíduo do Beira-Rio, levava o Sport Club Internacional como uma de suas grandes paixões. Nos momentos de lazer, seu destino preferido era a casa em Garopaba (SC), onde costumava reunir a família.
Ele deixa a esposa, Vanise; cinco filhos (Rosana, Renato Jr., Rafael, Ricardo e Guilherme); dois enteados (Aline e Angelo); cinco netos (Rafaela, Marina, Otávio, Stella e Vitória); três noras (Mariana, Elisa e Lidiana) e o genro Charles.




