Um novo vídeo registrou a explosão ocorrida após a queda do avião sobre um restaurante em Capão da Canoa, no Litoral Norte, na sexta-feira (3).
Nas imagens captadas pela câmera de segurança de um comércio local e confirmadas pela Polícia Civil, é possível ver o monomotor já em baixa altitude. Em seguida, o avião atinge o restaurante e uma bola de fogo se forma. Duas pessoas que estavam nas proximidades se afastam na direção contrária.
Todas as quatro pessoas que estavam a bordo da aeronave morreram. As vítimas foram identificadas como o casal de empresários Déborah Belanda Ortolani e Luis Antonio Ortolani, o sócio da empresa de aviação a que pertencia a aeronave, Renan Saes, e o piloto Nelio Pessanha.
Acidente aéreo em Capão da Canoa
O avião, de matrícula PS-RBK, decolou de Itápolis, município do noroeste paulista, em direção ao Rio Grande do Sul. A aeronave ainda fez escala na cidade de Forquilhinha, em Santa Catarina, para abastecer.
A aeronave estava em "situação normal" de aeronavegabilidade, conforme a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A documentação aponta que o avião foi fabricado em 1999, tinha seis assentos e peso máximo de 1.970 quilos para decolagem.
O modelo dispensa obrigatoriedade de caixa-preta. O Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade possuía validade até 30 de maio.

Investigação
A Polícia Civil abriu inquérito e fará a apuração criminal dos fatos, para esclarecer as circunstâncias do acidente e identificar possíveis responsabilidades. Como não há sobreviventes, a investigação ouvirá familiares das vítimas, testemunhas relacionadas aos imóveis atingidos e pessoas ligadas à empresa proprietária do avião.
— No momento, a prioridade é a apuração técnica do evento, que vai indicar qual causa, ou causas, que levou ao acidente. Assim, somente com os laudos e análises concluídos será possível avaliar eventuais responsabilidades penais — explica Swirski.
Em outra frente, a Aeronáutica conduz a investigação técnica. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) apura fatores humanos, materiais e operacionais que eventualmente contribuíram para a queda do monomotor.
— Tem caráter preventivo e não punitivo. Descobrir as causas para que o acidente não volte a acontecer — esclarece o coronel da reserva da Brigada Militar (BM) e instrutor de voo do curso de Ciências Aeronáuticas da PUCRS, Vanius Cesar Santarosa.
Investigadores do Quinto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, com sede em Canoas, foram acionados. Entre outras atividades, os profissionais analisam destroços do avião recuperados dos escombros.
"Durante a primeira fase da investigação, os investigadores analisam destroços, documentos, registros, desempenho da aeronave, fotografias, filmagens, condições meteorológicas e tráfego aéreo, além de realizarem entrevistas e outros levantamentos, conforme a complexidade da ocorrência", elenca a Força Aérea Brasileira (FAB).
Em 30 dias, um relatório preliminar deve ser divulgado pelo Cenipa. A conclusão dos trabalhos, no entanto, não tem prazo previsto.













