
Santiago, na Região Central, e Rio Grande, no sul do Estado, têm redução nos horários do transporte coletivo.
As empresas alegam redução na entrega de combustíveis e dificuldade para comprar óleo diesel. O problema é reflexo da Guerra no Oriente Médio, que tem provocado aumento no preço do barril de petróleo.
Em Santiago, a empresa Viação Centro-Oeste, responsável pelo serviço, explica que, neste primeiro momento quatro horários foram cortados em quatro linhas diferentes — três que operam diariamente e uma que funciona apenas aos sábados. A empresa é a única responsável pelo transporte na cidade e detêm mais de 200 horários de cinco linhas. As mudanças foram divulgadas nas redes sociais da empresa.
No sul do Estado, a empresa Transpessoal reduziu a tabela de horários por falta de disponibilidade imediata de combustível e aumento no preço do diesel.
Segundo a Transpessoal, a definição dos horários que serão reduzidos levou em consideração dois fatores principais: viagens com baixa procura de passageiros e linhas que já possuem grande frequência de circulação, onde é possível aumentar o intervalo entre ônibus sem interromper o atendimento.
Agência nega falta de combustíveis
A Agência Nacional do Petróleo (ANP) emitiu uma nota em que nega a falta de combustíveis no Estado. Conforme a agência, o Rio Grande do Sul conta com estoques suficientes para assegurar o abastecimento de diesel. Afirma também que as distribuidoras deverão prestar esclarecimentos e justificar aumentos indevidos de preços.



