
A turista argentina Agostina Páez, 29 anos, acusada de injúria racial contra um funcionário de um bar na zona sul do Rio de Janeiro no dia 14 de janeiro, compareceu a central de monitoração eletrônica para a instalação de uma tornozeleira eletrônica. A informação foi confirmada na quarta-feira (21) à CNN Brasil pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP).
Antes de colocar o equipamento, a advogada registrou um boletim de ocorrência para denunciar as ameaças que recebeu através das redes sociais. A polícia Civil informou que investiga o caso.
O caso
No dia 14 de janeiro, o funcionário de um bar em Ipanema procurou uma delegacia e relatou ter sido alvo de ofensas racistas feitas pela argentina, que estava de férias no país.
De acordo com a vítima, a turista apontou o dedo para ele e o chamou de “negro” de maneira racista e discriminatória.
Dois dias depois, a justiça do Rio de Janeiro determinou a apreensão do passaporte da turista e a colocação de tornozeleira eletrônica como medida cautelar e está proibida de deixar o Brasil.
Antes da conclusão do inquérito, previsto para quinta-feira (22), a vítima foi ouvida novamente pela polícia.
O que diz Agostina
Em entrevista ao jornal argentino Info Del Estero, a mulher afirmou que houve uma confusão provocada por um suposto erro na conta do bar, solucionada depois que ela e seus amigos pagaram todo o valor cobrado.
Ao deixarem o local, os funcionários teriam debochado do grupo e tocado em suas partes íntimas "como se insinuassem que algo ia acontecer conosco, riram enquanto nos gravavam e é aí que tive aquela reação muito ruim", disse.
A estrangeira assume que fez xingamentos racistas a um funcionário, porém reconhece que não deveria ter agido dessa maneira.
De acordo com Agostina, o advogado contratado no Brasil para fazer sua defesa solicitou as imagens das câmeras de segurança do local.
Quem é Agostina Páez?
Além de advogada, a argentina também é influenciadora nas redes sociais. No Instagram, ela tinha 40 mil seguidores em uma conta que foi desativada. No Tiktok, são 78 mil. O perfil dela está com acesso restrito.
Segundo reportagem do La Nación, ela é filha de Mariano Páez. Empresário do ramo de transportes na Argentina, ele passou pouco mais de um mês preso no fim do ano passado acusado de violência de gênero contra a ex-esposa, segundo informações do site argentino Info del Estero.




