
O Ministério Público do Paraná concluiu que Thayane Smith cometeu omissão de socorro ao deixar seu amigo, Roberto Faria Tomaz, para trás no Pico Paraná. O jovem foi dado como desaparecido ao se perder na trilha de retorno e foi encontrado apenas cinco dias depois.
— As provas colhidas indicam que a vítima foi deixada para trás, em uma trilha de alta complexidade, já em estado de debilidade física e sem o devido acompanhamento, e também, das medidas e providências necessárias para o seu socorro — afirmou o promotor Elder Teodorovicz.
A decisão do MP contraria o entendimento da Polícia Civil paranaense, que recomendou o arquivamento do caso.
De acordo com o MPPR, o crime aconteceu no momento em que, ao perceber que seu acompanhante estava em situação de risco, a jovem Smith o deixou para trás "mesmo após ser alertada dos riscos da situação por outros montanhistas". A conduta apresentaria dolo (intenção consciente e voluntária de cometer um ato ilícito)
— Por esta razão, o Ministério Público do Estado do Paraná entendeu pela caracterização do crime de omissão de socorro e pelo encaminhamento do caso ao Juizado Especial Criminal, com proposta de transação penal — completou Teodorovicz.
No documento, o MPPR pede que Thayane pague R$ 4.863,00, o equivalente a três salários mínimos, ao jovem e R$ 8.105,00 ao Corpo de Bombeiros de Campina Grande do Sul, que realizou as buscas pela vítima durante cinco dias.
A promotoria também sugere que a investigada preste serviços comunitários de cinco horas semanais durante três meses.




