
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deu o prazo de cinco dias para que a Enel apresente explicações pelas falhas que deixaram cerca de 2,2 milhões de imóveis sem luz na capital paulista e na região metropolitana após a passagem do ciclone extratropical que atingiu a região na tarde desta quarta-feira (1). O número de domicílios atingidos, corresponde a 31,81% da área de concessão da empresa.
O ofício foi encaminhado também nesta quarta-feira e destaca que a recorrência de falhas graves na prestação de serviço podem ser configurados como descumprimento contratual, o que pode resultar até na perda da concessão. As informações são do g1.
O pedido da Aneel inclui informações técnicas e comprovações sobre a atuação da distribuidora durante o evento climático. Entre os pontos cobrados estão:
- Descrição do ciclone, com laudos meteorológicos
- Linha do tempo do plano de contingência, incluindo níveis de alerta, horários e decisões tomadas
- Momento em que a empresa tomou ciência da magnitude do evento e iniciou o acionamento das equipes
- Curva de recomposição, com gráfico do pico de unidades interrompidas por hora e justificativas para a evolução do restabelecimento
- Comprovação da mobilização de call center e equipes próprias e terceirizadas durante o atendimento
- Demonstração de que a estrutura operacional da companhia é compatível com a complexidade e o tamanho da área atendida
Por meio de nota, a Enel afirmou que responderá aos questionamentos dentro do prazo.
"Por causa dos ventos, em alguns pontos a rede elétrica é atingida por objetos e galhos, o que prejudica o fornecimento, além da queda de árvores. Nesta quarta-feira (10), em São Paulo, a velocidade dos ventos chegou a 98 km/h, segundo a Defesa Civil. O Corpo de Bombeiros informou ter recebido 514 chamados para queda de árvores na manhã de hoje."




