
Quatro profissionais gaúchos foram finalistas do Campeonato Brasileiro de Barismo, durante a Semana Internacional do Café (SIC), em Belo Horizonte, na última sexta-feira (7). Dois deles foram vencedores em suas categorias.
Foram 42 competidores da comunidade do café especial do país que disputaram os títulos nas modalidades Barista, Latte Art e Coffee in Good Spirits.
Os campeonatos de Latte Art e Coffee In Good Spirits possuem uma etapa eliminatória e depois a final: os seis melhores colocados na primeira fase disputam o pódio. Os quatro gaúchos foram finalistas em suas categorias (veja abaixo quem são os profissionais).
Baristas finalistas
Gustavo Leão

Gustavo Leão, 25 anos, levou o segundo lugar na categoria Coffee in Good Spirits. O mestre de torra, gastrônomo e proprietário da Ode Cafeteria, no bairro Bom Fim, teve que misturar criatividade e técnica ao combinar café especial com destilados.
Essa foi a segunda competição, na categoria Coffee In Good Spirits, que Gustavo participou neste ano. A primeira foi em Florianópolis. Para a competição em BH, o barista dedicou "pelo menos três treinos por semana".
Gustavo se inspirou em referências estrangeiras, porém, usando insumos locais.
— Quis trazer essa identidade brasileira, focando no Rio Grande do Sul.
Entre os insumos e ingredientes usados pelo profissional, estão licor de butiá, licor de mel de cacau, cordial de amora, café espresso e filtrado.
Gabriel Zanotelli

Gabriel Duarte Zanotelli, 28 anos, trouxe o troféu de terceiro lugar para o RS na competição de Latte Art — arte no café. Gabriel é barista na cafeteria e torrefação Baden e trabalha na área há quatro anos.
Na categoria, os competidores precisavam transformar leite vaporizado em desenhos dentro da xícara de café.
— Tem dois tipos de arte: uma é o free pour, que é tipo um despejo livre, que é usando só a leiteira para servir o leite em cima do espresso. E aí, conforme a gente vai servindo o leite, a gente vai desenhando. E o outro tipo de arte é o designer Latte, que com ele a gente pode usar uma ferramenta, como um palito — descreve Gabriel, que participou da competição pela terceira vez.
Gabriel explica que fatores como organização, familiaridade com os equipamentos e destreza como barista contam na hora da avaliação:
— A maior parte da preparação é um treino de repetição até a exaustão, para a gente se acostumar a fazer essas artes que são difíceis de fazer, em todas as condições possíveis. (...) O nosso trabalho se resume naqueles oito minutos da fase preliminar e depois nos 11 minutos da fase final.
O barista afirma que ficou contente com o resultado e que ainda sonha em conquistar o primeiro lugar em um próximo ano.
Hillary Cuadro

Hillary Cuadro, 21 anos, se classificou para a final e ficou em quinto lugar no campeonato de Latte Art. A barista realizou uma rifa em suas redes sociais para financiar a sua ida até a capital mineira. A porto-alegrense é barista independente e estava participando do campeonato pela primeira vez.
— Minha experiência com o campeonato foi transformadora, para um campeonato desse nível foi preciso mais de um mês direto de treino e preparação, e através das minhas redes sociais, com posts, que eu consegui patrocínios e arcar com os custos da viagem — afirma.
A profissional conta que toda a apresentação foi pensada para "impressionar os jurados e a plateia". Hillary pensou estrategicamente na escolha do texto, música e desenhos. Na final, a apresentação é de 11 minutos e é necessário entregar três pares de desenho.
— Foquei em entregar experiência e hospitalidade para tentar uma boa colocação — afirma.
Juliano Souza
Juliano Souza, é barista do Café Porto Farrô, de Porto Alegre, e ficou em sexto lugar na competição de Latte Art.
Essa não foi a primeira vez do profissional em um campeonato, o barista já coleciona algumas premiações: como a Copa Barista de Latte Art RS 2024 e o Brasileiro de Latte Art com Naveia, em 2023.
*Produção: Estfany Soares



