Morreu neste domingo (16), aos 99 anos, Dóris Hartz Daudt. Dóris era viúva do coronel da Aeronáutica Alfredo Ribeiro Daudt e avó da ex-deputada e pré-candidata ao governo do Estado Juliana Brizola (PDT).
A causa da morte foi um acidente vascular cerebral (AVC). O velório ocorre no Crematório Cortel Metropolitano e o sepultamento está marcado para as 18h.
"Dóris Hartz Daudt seguirá viva em nossa memória e nossos corações", escreveu Juliana, na nota de falecimento.
Nascida em abril de 1926, Dóris deixa os filhos Alfredo Daudt Júnior e Nereida Daudt, mãe de Juliana. Ambos vivem em Santa Catarina.
Histórico
Neto de Dóris e irmão gêmeo de Juliana, Leonel Brizola Neto conta que a avó foi um dos suportes da família no período militar, no qual teve de viver no exílio.
— Ela foi uma pessoa extremamente politizada, conhecia o fio da história. No período da ditadura, a família sofreu muito. Meu avô foi preso, torturado e ela esteve sempre ao lado dele, nos momentos mais difíceis, forte como uma rocha — diz Leonel, ex-vereador do Rio de Janeiro.
Daudt, que faleceu em 2007, foi um dos militares responsáveis por sabotar a ordem do bombardeio ao Palácio Piratini que partiria da Base Aérea de Canoas em 1961, durante o movimento da Legalidade, liderado por Leonel Brizola.
Leonel acrescenta que Juliana e Dóris tiveram "uma relação primorosa de mãe e filha" desde o nascimento da irmã.
Fundador do PDT, o vereador Pedro Ruas lembra que Dóris contribuiu na formação do partido e era "encantada" com a atuação política da neta.
— Ela foi uma pessoa muito importante na vida do marido, que foi um guerreiro, e incentivadora do trabalho da Juliana. Uma pessoa muito inteligente, agradável, tinha um humor fantástico. Adorava conversar com ela — recorda Ruas, hoje no PSOL.
O ex-deputado Vieira da Cunha (PDT) afirma que Dóris estava sempre presente nas confraternizações familiares.
— Sou testemunha da relação de carinho e muito afeto entre avó e neta — diz Vieira.





