Um dos principais pontos turísticos do litoral norte do Rio Grande do Sul, a plataforma marítima da praia de Atlântida, na cidade de Xangri-lá, teve mais uma parte da estrutura destruída na madrugada desta terça-feira (29). Um outro trecho já havia caído no final da tarde da segunda (28), durante a atuação de um ciclone extratropical pelo Estado.
De acordo com José Luis Rabadan, presidente da Associação dos Usuários da Plataforma Marítima da Atlântida (Asuplama), todo o braço norte da plataforma e a parte que restava do restaurante caíram, representando cerca de 80 metros. A parte que desabou na segunda era a chegada ao restaurante e tinha 25 metros de comprimento.
Segundo Rabadan, um laudo emitido pelo Laboratório de Ensaios de Modelos Estruturais (Leme), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), apontava risco de desabamento no local por danos em uma viga da plataforma.
Desde 2023, o local estava interditado, após parte da estrutura ter sido destruída pela maré.

Ciclone provoca ressaca
O Rio Grande do Sul é atingido desde a madrugada de segunda-feira (28) por ventos fortes, de mais de 100 km/h, que causaram danos a estruturas e transtornos em diversas cidades do Estado. A situação tem provocado ondulação mais forte na costa.
De acordo com a CEEE Equatorial, cerca de 346 mil clientes chegaram a ficar sem energia elétrica em toda área de concessão. As cidades mais impactadas foram Porto Alegre, Capão da Canoa, Viamão e Osório. Na manhã desta terça, o número era de 207 mil.
Histórico

Fundada em 1975, a plataforma avança por cerca de 280 metros sobre o mar. Em 2023, parte da estrutura já havia desabado.
De acordo com a prefeitura, a estrutura da plataforma já estava comprometida pelo menos desde 2021, e negociações para reparos do local entre a administração municipal e a Associação dos Usuários da Plataforma Marítima da Atlântida (Asuplama), órgão independente responsável pela manutenção do local, estavam em andamento.

Em 1997, uma parte da estrutura da plataforma já havia cedido, e nunca foi completamente restaurada. Ondas fortes em 2016 e 2019 também já haviam danificado parte do pier.
De acordo com a Asuplama, o local recebia cerca de 30 mil turistas por ano antes de ser destruído e era usado principalmente para pesca. Em algumas épocas do ano, é possível ver baleias no local.






