A obra de duplicação da RS-734, principal acesso a Rio Grande, no sul do Estado, completa três anos neste sábado (28). O projeto, que tem investimento inicial de R$ 50 milhões, já consumiu cerca de R$ 23,5 milhões até o momento, segundo o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer). A previsão atual é que os trabalhos sejam finalizados até o fim de 2025 — o cronograma original previa a entrega em um ano e meio, no fim de 2023.
O trabalho é realizado em um trecho de 6,5 quilômetros e está atualmente com frentes de trabalho entre os kms 0 e 3, onde ocorre a aplicação da segunda camada de asfalto nas duas pistas. A conclusão desta etapa está prevista para julho. Nas imediações da rótula da Junção são realizadas intervenções de alargamento da via e obras de drenagem, com a instalação de tubos para escoamento de água.
Apesar dos avanços, ainda restam cerca de 3 quilômetros sem as duas camadas finais de asfalto, além da etapa de paisagismo em toda a extensão duplicada. O Daer afirma que, por ora, não será necessário novo aporte de recursos para concluir a obra.
Moradores e comerciantes da região acompanham com expectativa o andamento dos trabalhos. Muitos demonstram irritação pelos atrasos constantes, mas mantêm a esperança de que a duplicação trará benefícios econômicos e maior segurança viária.
— A obra vai ser positiva para toda a população, mas isso impacta em todos os comércios. Se fosse rápida, demoraria um ano ou um ano e meio, mas está levando o dobro. A gente sabe que ela não vai acabar no final deste ano — comenta Pierry Oliveira, dono de uma revenda de veículos na região.
Após um pedido e realização de um abaixo-assinado por parte de um grupo de comerciantes, o Daer informou que planeja criar acessos temporários para facilitar a chegada de clientes aos estabelecimentos durante o andamento das intervenções. Essa era uma preocupação dos lojistas.
Histórico de entraves
- Após a primeira empresa contratada, Conpasul, entrar em recuperação judicial, os serviços ficaram paralisados por mais de três meses até que a segunda colocada, o Consórcio Pelotense, assumisse.
- Posteriormente, novos atrasos ocorreram em razão de questões burocráticas relacionadas à rede elétrica.





