
Os 400 anos das Missões Jesuíticas no Rio Grande do Sul serão celebrados com ao menos 16 empreendimentos do governo do Estado. No total, serão investidos R$ 50,53 milhões na construção e revitalização de espaços públicos, eventos culturais e complexos turísticos. A data será comemorada entre abril e maio de 2026.
Os preparativos para os festejos foram detalhados nesta quarta-feira (25), durante o Tá na Mesa, da Federasul. Responsável pela coordenação dos eventos, o secretário estadual da Cultura, Eduardo Loureiro, aposta nas comemorações para intensificar o turismo na região.
— O Estado reconhece o grande potencial que têm as Missões. Por isso, esse conjunto de ações, com equipamentos de turismo e cultura. São ações para tornar nossa história mais conhecida, com o objetivo de reter o turista por mais tempo — explicou o secretário.
Loureiro também apresentou o plano de concessão dos aeroportos de Santo Ângelo e Passo Fundo, anunciados pelo governo na véspera. Para o secretário, o incremento nas operações dos dois terminais irá facilitar a logística na região, ampliando a atração de investimentos e o fluxo de turistas.

"Mudança de ciclo"
Além de Loureiro, participaram do Tá na Mesa o empresário Mogar Sincak, sócio do Costana Fronteir, resort que será construído à beira do Rio Uruguai, em Novo Machado, e Janaína Machado, gerente do Macuco Yucumã, no Parque Estadual do Turvo. Eles destacaram o crescimento do investimento privado na Região Noroeste.
— Precisamos pensar numa mudança de ciclo, diversificar o turismo apostando nas belezas naturais. Estamos construindo um resort com 275 unidades habitacionais, em uma área de 20 hectares. Queremos segurar o turista que chega no Estado pela região — sintetiza Sincak.
Gestora da concessão do Parque Estadual do Turvo, Janaína tem objetivos semelhantes. Com previsão de investir R$ 11 milhões na unidade de conservação, ela espera aumentar o índice de visitação a partir das campanhas de divulgação dos festejos pelos 400 anos das Missões.
Para o presidente da Federasul, Rodrigo Sousa, os eventos previstos para o próximo ano podem catapultar os negócios na região.
— Não é só um resgate cultural e histórico, mas de um potencial social e econômico subaproveitado — afirmou.


