O presidente do Sindicato dos Taxistas (Sintaxi) de Porto Alegre, Luiz Nozari, prevê que toda a frota movida a Gás Natural Veicular (GNV) – cerca de 2,4 mil táxis – estará nas ruas da Capital neste domingo (27) para oferecer transporte compartilhado.
Na busca de alternativas à falta de ônibus, que não circularão neste dia devido à greve dos caminhoneiros, a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) e entidades de taxistas acordaram que os motoristas poderão oferecer corridas compartilhadas para até quatro passageiros que estiverem em paradas, ao preço fixo de R$ 6 por pessoa.
— Temos responsabilidade social. E, quem for minimamente inteligente, vai trabalhar. Muitos reclamam que o serviço está fraco, e este é o momento de ganhar dinheiro, ajudar e ser simpático à população — afirma Nozari.
Ele disse que a tarifa foi ajustada para ficar próxima ao cobrado pelos lotações, que também estarão circulando. Caso surja deslocamentos para zonas distantes, Nozari diz que o taxista pode recusar a corrida.
— O serviço está autorizado, e o motorista não é obrigado a aceitar todos os pedidos de corridas — observa.
De modo geral, Nozari acredita que a categoria terá ganhos, pois será possível atender mais passageiros a cada desembarque. Conforme ele, R$ 6 de GNV permite rodar até 20 quilômetros. Em um percurso de 15 quilômetros com quatro passageiros, o motorista receberá R$ 24.
Desconto em app
O diretor-presidente da EPTC, Marcelo Soletti, diz que os táxis mostrarão o quanto são importantes para a cidade e terão muito serviço, em outras razões, pelo fato de ser um dia de trabalho normal para servidores de áreas essenciais como saúde e segurança.
Funcionários de hospitais e postos de saúde que solicitarem táxi por meio do aplicativo do Sintaxi terão prioridade em relação a outros usuários. Neste caso, o transporte não será compartilhado, mas o passageiro terá desconto de 30% na tarifa.
Os veículos que utilizam GNV têm sido a salvação de quem pretende se deslocar com alguma agilidade em Porto Alegre, e os táxis despontam em vantagem. Cerca de 60% da frota de táxis – algo em torno de 3,9 mil carros – utiliza GNV, combustível que não depende de caminhões para chegar aos postos.
Os usuários de aplicativos de transporte, como o Uber, também podem contar com alguns veículos em GNV, mas o tempo de espera tem sido maior em razão da diminuição da oferta de carros. A empresa não informou quantos colaboradores de Porto Alegre dispõem de veículos com gás natural veicular.

