Enquanto avançava pela Flórida, o furacão Irma foi rebaixado, nesta segunda-feira (11), para a categoria 1. As rajadas de vento do fenômeno meteorológico provocaram inaundações que deixaram pelo menos quatro mortos e milhões de pessoas sem acesso à energia elétrica nos Estados Unidos, levando à declaração do estado de catástrofe natural.
Às 2h locais (3h pelo horário de Brasília), o vento alcançava a velocidade máxima de 135 km/h. Com isso, o furacão Irma deve passar à categoria de tempestade tropical durante o avanço pela costa noroeste da Flórida em direação ao sul da Geórgia, conforme o Centro Nacional de Furacões (NHC).
O olho do furacão estava 40 quilômetros ao nordeste de Tampa, segundo o NHC, que reiterou as advertências a respeito de marés ciclônicas, o que significa que há "perigo de inundações que representam ameaças à vida".
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O furacão Irma atingiu, na manhã de domingo (10), a área de Florida Keys como furacão de categoria 4 — em uma escala que vai até 5. Durante a tarde, o fenômeno voltou a tocar a terra em Marco Island, no oeste do Estado norte-americano, como categoria 2.

Quase 6,3 milhões de pessoas receberam ordem para abandonar suas casas, enquanto três milhões de moradores estavam em residências sem energia elétrica, segundo a empresa Florida Power and Light.
— Os barcos estão literalmente quebrados, as palmeiras estão no chão, as linhas de energia elétrica estão caindo — afirmou, por telefone, ao canal CNN a socorrista Maggie Howes.
Uma policial e um oficial penitenciário morreram em acidentes de trânsito, no domingo, nas imediações de Sarasota. Outro homem faleceu no sábado (9), quando seu caminhão bateu em uma árvore em Key West.
Ao menos 30 pessoas morreram em consequência da passagem do Irma por vários países.
Estado de emergência
O presidente norte-americano, Donald Trump, declarou estado de catástrofe natural na Flórida, medida que permite desbloquear verbas e recursos federais suplementares para socorrer a península varrida pelo furacão.
— Neste momento, estamos preocupados com as vidas, e não com os prejuízos — destacou o presidente após uma reunião com funcionários da Segurança Nacional e de gestão de emergências, prometendo viajar à Flórida "muito em breve".
As cidades de Naples, Fort Myers e as penínsulas da baía de Tampa, no oeste da Flórida, enfrentavam ameaças de ondas de até 4,5 metros. Os efeitos do gigantesco furacão, do tamanho do Texas, também foram sentidos na costa leste do Estado.
Miami ainda é afetada por fortes ventos e chuvas. Dois guindastes de construção desabaram no domingo. Os moradores devem estar atentos às advertências de tornados, que podem afetar áreas como Miami Beach.
Fortes inundações em Cuba
Cuba também foi afetada pelo Irma e registrou fortes inundações no litoral noroeste, de Matanzas a Havana, "com ondas de entre 6 e 9 metros", informou o Instituto de Meteorologia cubano.
A água do mar, que atingiu o simbólico Malecón, avançou 500 metros na capital. Ao menos 1,5 milhão de moradores abandonaram as casas na ilha, onde os ventos derrubaram árvores e postes de energia elétrica. As rajadas de vento superaram 150 km/h.
As autoridades não anunciaram vítimas, mas afirmaram que há registro de "danos materiais significativos".
Irma provocou devastação em muitas ilhas do Caribe e deixou pelo menos 27 mortos: 10 na parte francesa e quatro na área holandesa de Saint Martin, quatro nas Ilhas Virgens americanas, seis nas Ilhas Virgens britânicas e no arquipélago de Anguilla, dois en Porto Rico e um em Barbuda.





