
O Parlamento Europeu aprovou nesta quinta-feira as medidas de urgência propostas pelo presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, para a distribuição de refugiados entre os países membros da UE, assim como a criação de um mecanismo permanente e obrigatório para o tema.
Os eurodeputados validaram uma resolução, não vinculante, de respaldo à distribuição de 160 mil solicitantes de asilo que entraram na Grécia, Hungria e Itália, assim como a estrutura que instaura cotas obrigatórias para enfrentar futuras emergências.
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Além disso, defenderam a organização de uma conferência internacional que reúna União Europeia (UE), ONU, Estados Unidos e os países árabes para tentar acabar com a crise migratória. A resolução foi aprovada com 432 votos favoráveis, 142 contrários e 57 abstenções.
Desde o início do ano, segundo a Comissão Europeia, 500 mil pessoas chegaram à UE em busca de asilo. Os ministros do Interior da organização devem se pronunciar sobre o plano de emergência na segunda-feira, durante uma reunião extraordinária em Bruxelas. Vários países, em particular os do leste da UE, não querem receber mais refugiados e são contrários à adoção de um sistema permanente.
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A companhia nacional ferroviária austríaca (OBB) anunciou nesta quinta-feira que suspende o tráfego com a Hungria, sem data marcada para reestabelecer o serviço, devido à "congestão maciça" de sua rede diante do fluxo de migrantes que desejam chegar à Alemanha.
Em um comunicado, a OBB convoca, pelo mesmo motivo, os "voluntários e as companhias de ônibus" a "pararem de levar novos viajantes às estações ferroviárias de sua rede".
* AFP


